EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS E DIMENSÃO ESPACIAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2018.e17006

Palavras-chave:

Geografia Mítica e Geografia Profética; forma simbólica; geograficidade; Terreiro do Cobre e Igreja Universal do Reino de Deus.

Resumo

Pretende-se discutir neste artigo a dimensão espacial da experiência religiosa entre candomblecistas e evangélicos, o que envolve as práticas espaciais destes agentes e, igualmente, suas representações acerca do espaço. Esta tarefa será realizada estabelecendo-se um paralelo entre a Geografia Mítica e a Geografia Profética com o Candomblé (Terreiro do Cobre) e com o neopentecostalismo (Igreja Universal do reino de Deus), respectivamente. Tais geografias (Mítica e Profética) foram descritas por Dardel (2015) e expressam variados modos de relacionamento do ser humano com a Terra. São esses modos de relacionamento com o espaço – sintetizados no conceito de geograficidade – que se pretende discutir com base em distintos credos em que entram em cena maneiras diferenciadas de percepcionar, representar e agir na realidade sustentadas através de duas formas simbólicas (CASSIRER, 1994), a do mito – o que substancia uma Geografia Mítica – e a da religião – o que dá origem, por sua vez, a uma Geografia Profética.

Palavras-chave: Geografia Mítica; Geografia Profética; Forma simbólica; Geograficidade; Terreiro do Cobre e Igreja Universal do Reino de Deus

Biografia do Autor

  • Caê Garcia Carvalho, Universidade Federal da Bahia

    Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (2014). Mestre pela mesma instituição (2016). Trabalha com a Geografia Cultural, Geografia Regional e Geografia da Religião.

Publicado

2018-03-05

Edição

Seção

Artigos