ISSN 2179-9938
findings indicate that ordinary practices, such as adjusting one’s body or accommodating objects,
constitute central communicative forms for regulating copresence. The article concludes that
sensory communication plays a fundamental role in organizing urban sociabilities, contributing to
reflections in the field of Communication by shifting the analytical focus from its discursive dimension
to the dimension related to lived experience.
Keywords: Intersensory communication; Urban sociabilities; Public transportation; Sensory
ethnography; Everyday urban life.
Resumen: Este artículo busca comprender cómo la comunicación en la vida urbana cotidiana opera
menos a través del lenguaje verbal y más a través de procesos sensoriales corporales, especialmente
en contextos de intensa copresencia, como en el transporte público. El problema radica en
comprender cómo los gestos, las posturas corporales, el uso de objetos y las percepciones del
entorno organizan las sociabilidades y las formas de convivencia. Metodológicamente, se basa en
una etnografía sensorial realizada en la línea de autobús 901, que conecta los municipios contiguos
de Ananindeua y Belém, en Pará. Los hallazgos indican que prácticas banales, como ajustar el cuerpo
o acomodar objetos, constituyen formas comunicacionales centrales para la regulación de la
copresencia. Se concluye que la comunicación sensorial es fundamental en la organización de las
sociabilidades urbanas, contribuyendo a la reflexión en el campo de la Comunicación al desplazar el
enfoque integral de su dimensión discursiva a la dimensión relacionada con la experiencia vivida.
Palavras-clave: Comunicación intersensorial; Interacciones sociales urbanas; Transporte público;
Etnografía sensorial; Vida cotidiana urbana.
1 INTRODUÇÃO: COMUNICAÇÃO, SENTIDOS E COTIDIANO URBANO
Este artigo parte da hipótese de que, no cotidiano urbano, a comunicação se
realiza menos pela linguagem verbal e mais por processos sensoriais incorporados,
especialmente, em contextos de copresença1 intensa, como no transporte coletivo. A
partir de uma etnografia sensorial realizada na linha de ônibus 901, no trânsito
Ananindeua-Belém, municípios contíguos, localizado na Região Metropolitana de
Belém, Pará, busca-se compreender como gestos, objetos, posturas corporais e
percepções ambientais estruturam sociabilidades e formas de convivência em espaços
públicos de mobilidade. Para tanto, o trabalho se apoia em uma etnografia sensorial
realizada na referida linha de ônibus, analisando práticas cotidianas que regulam a
experiência coletiva do deslocamento. Ao fazê-lo, o artigo também procura contribuir
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Entende-se por copresença a situação em que indivíduos compartilham um mesmo espaço-tempo e
tornam-se mutuamente perceptíveis, orientando suas ações a partir da percepção sensível do outro
(Goffman, 1983). Em chave fenomenológica, a copresença pode ser compreendida como uma experiência
intersubjetiva fundada no estar-junto corporalmente situado no mundo vivido, no qual a percepção do
outro se dá de maneira pré-reflexiva e incorporada (Schütz, 1979, apud Wagner, 1979; Merleau-Ponty,
2011). O conceito é aqui mobilizado de forma operacional, sem desenvolvimento teórico específico.
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Licença CC BY 4.0 · Acesso Aberto · ISSN 2179-9938 · e97533