ISSN 2179-9938
“Concessão florestal na Amazônia brasileira”; Santos, Silva e Santana (2022) ponderam
sobre a “Agricultura na Amazônia: desflorestamento, escalas e desafios à produção
sustentável”; o IDESAM (2022) discute a “Restauração florestal na Amazônia”. Por sua
vez, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon, 2023) defende que
há cinco oportunidades econômicas para a Amazônia, isto é, conservação, restauração
florestal, produtos da floresta, produtividade da agropecuária, e cidades.
Diretamente ou indiretamente, tais estudos convergem para o PNFP uma vez
que indicam que a floresta pode produzir e, ao mesmo tempo, concorrer para
preservação do ambiente natural e o desenvolvimento econômico, agregando o saber
local, indicando alternativas ao incremento de renda e à elevação da qualidade de vida
no lugar. Para tanto, as florestas produtivas são apresentadas em diferentes tipos, a
exemplo de manejo florestal sustentável, sistemas agroflorestais, e reflorestamento
com espécies nativas. Esses, decerto, são fundamentais para o desenvolvimento
sustentável da Amazônia. Todavia, dependem do potencial edafoclimático de cada
realidade empírica e da valorização de determinados produtos (açaí, andiroba, babaçu,
castanha-do-brasil, copaíba, madeira certificada, etc). Em que pese essas constatações,
o avanço da implantação das florestas produtivas atém-se com problemas que incluem
o desmatamento ilegal, a carência de infraestrutura, a dificuldade na obtenção do
crédito rural, a deficiência/falta de assistência técnica e exigências quanto ao
licenciamento ambiental.
Apesar da relevância dos supracitados estudos, o fato é que tanto na escala
nacional quanto na estadual, não se identificou o uso de um método de interpretação
e/ou técnicas de pesquisa que sejam utilizados nas diferentes realidades empíricas da
Amazônia e, sobretudo, possam ser aplicadas em projetos de reforma agrária, haja
vista que os referidos tinham objetivos e abordagens diferentes. Daí que, recorreu-se a
Ocanã-Fernández e Fuster-Guillén (2021) os quais defendem que a revisão
bibliográfica é uma metodologia de pesquisa observacional, retrospectiva e
sistemática, que é eficaz na condução de trabalhos de pesquisa.
Para tanto, levou-se a cabo os seguintes procedimentos metodológicos:
i) o levantamento bibliográfico (livros, periódicos, dissertações e teses), com a
finalidade de se revisar dados e informações sobre fatos que concorreram para a
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Licença CC BY 4.0 · Acesso Aberto · ISSN 2179-9938 · e97535