As Dimensões do Apego e as Experiências Adversas na Infância em Universitários na Amazônia // Dimensions of Attachment and Adverse Childhood Experiences in University Students in the Amazon

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/revpsiufc.16.2025.e025005

Palavras-chave:

experiencias adversas na infancia, apego, universitários, ansiedade relacionada ao apego, evitação relacionada ao apego

Resumo

As Experiências Adversas na Infância (EAI) podem desenvolver traços ansiosos e/ou evitativos entre os indivíduos. O objetivo deste estudo foi correlacionar o número de experiências adversas vividas na infância com as dimensões do apego em estudantes universitários. A pesquisa foi transversal, de caráter descritivo e exploratório, com amostragem por conveniência. Participaram 58 alunos dos gêneros masculino e feminino, de 18 a 41 anos de idade, de uma universidade pública na Amazônia. Os instrumentos utilizados foram o Formulário Adaptado para Caracterização Biopsicossocial de Autores de Violência Doméstica e a escala Experience in Close Relationships – Reduzida (ECR-R-Brasil). Os dados foram analisados por meio do Statistical Package for the Social Sciences 2020 (SPSS 20), no qual foi realizado o teste de correlação de Spearman com as variáveis. Os resultados sinalizaram que o número de experiências adversas na infância apresentou correlação positiva com a dimensão ansiedade (rô=0.296, p=0.024), e negativa não significativa com a dimensão evitação (rô=-0.109, p=0.417), o que ratifica achados de pesquisas acerca da relação entre EAI e apego ansioso. Assim, pode-se afirmar que o desenvolvimento de traços ansiosos entre adultos pode ser influenciado por experiências adversas vividas na infância, o que afeta diretamente a qualidade das relações amorosas dessas pessoas.

Downloads

Biografia do Autor

Iara Corrêa Ibiapina, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

Graduanda do curso bacharelado em Psicologia

Laura Gemaque Silveira, Universidade Federal do Pará

Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento

Daniela Castro dos Reis, Universidade Federal do Pará

Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento

Lília Iêda Chaves Cavalcante, Universidade Federal do Pará

Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento

Referências

Ahn, S. S. H. (2021). Adverse Childhood Experience And Loneliness Among Young Adults: Exploring The Roles Of Attachment Style And Resilience. (Master´s thesis, Dalhousie University). Disponível em: https://dalspace.library.dal.ca/bitstream/handle/10222/80369/SoHyunAhn2021.pdf?sequence=3

Ainsworth, M. D. S. (1989). Attachments beyond infancy. American Psychologist Association, 44(4), 709-716. doi:10.1037/0003-066X.44.4.709

Ainsworth, M. D. S., Blehar, M. G., Waters, E., & Wall, S. (Eds). (2015). Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation. Disponível em: https://mindsplain.com/wp-content/uploads/2021/01/Ainsworth-Patterns-of-Attachment.pdf

Aldrighi, T. (2004). Prevalência e Cronicidade da Violência Física no Namoro entre Jovens Universitários do Estado de São Paulo – Brasil. Revista Psicologia: Teoria e Prática, 6(1), 105–120. Disponível em: https://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/article/view/1203

Alves, B., Gonçalves, M. B., Fontoura, L. V., & Neves, G. D. (2017). Perfil sexual de estudantes universitários. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 30(4). doi:10.5020/18061230.2017.6219

Andrade, C. R., Avanci, J. Q. & Oliveira, R.V. C. (2022). Experiências adversas na infância, características sociodemográficas e sintomas de depressão em adolescentes de um município do Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 38(6). doi:10.1590/0102-311xpt269921

Bartholomew, K. (1990). Avoidance of Intimacy: An Attachment Perspective. [Editorial]. Journal of Social and Personal Relationships, 7(2), 147. doi:10.1177/0265407590072001

Bartholomew, K. & Horowitz, L. M. (1991). Attachment styles among young adults: A test of a four-category model. Journal of Personality and Social Psychology, 61(2), 226-244. doi:10.1037//0022-3514.61.2.226

Bowlby, J. (1982). Attachment and loss. (A. Schore, Ed.). Basic Books. (Original work published em 1969). Disponível em: https://mindsplain.com/wp-content/uploads/2020/08/ATTACHMENT_AND_LOSS_VOLUME_I_ATTACHMENT.pdf

Bowlby, J. (2001). Formação e rompimento dos laços afetivos. (M. Fontes, Ed & A. Cabral, Trans.; 3rd ed.). Editora Ltda. (Original work published em 1979).

Crouch, E., Probst, J. C., Radcliff, E., Bennett, K. J., & McKinney, S. H. (2019). Prevalence of adverse childhood experiences (ACEs) among US children. Child Abuse & Neglect, 92, 209–218. doi:10.1016/j.chiabu.2019.04.010

Dancey, C. P., & Reidy, J. (2019). Estatística sem matemática para psicologia. Porto Alegre: Penso.

Feeney, J. (2018). Adult romantic attachment developments in the study of couple relationships. In J. Cassidy, & P. Shaver (Eds.), Handbook of Attachment Theory, Research, and Clinical Applications. (pp. 435-457). doi:10.1002/imhj.21730

Felitti, V. J. Anda, R. F, Nordenberg, D., Williamson, D. F., Spitz, A.M., Edwards, V., Koss, M. P., Marks, J. S (1998). Relationship of Childhood Abuse and Household Dysfunction to Many of the Leading Causes of Death in Adults. The Adverse Childhood Experiences (ACE) Study. American Journal of Preventive Medicine, 14(4), 245-258. doi:10.1016/s0749-3797(98)00017-8

Ferraz, M. M. P. F. (2021). Autores de Agressão Sexual de Crianças e Adolescentes: Experiências Adversas na Infância e Fatores Associados. (Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Pará). Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/13801/1/Dissertacao_AutoresAgressaoSexual.pdf

Gomes, A. A. & Mechiori, L. E. (Eds.) (2011). A Teoria do Apego no Contexto da Produção Científica Contemporânea. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/0997455f-d9ee-4596-aeca-0398a7951459/content

Guimarães, F. S., Flores, T. R., Murray, J., & Bertoldi, A. D. (2021). Fatores sociodemográficos e estilo de vida relacionados aos comportamentos violentos em universitários. Ciência & Saúde Coletiva, 26(8), 3311–3322. doi:10.1590/1413-81232021268.09212020

Hazan, C., & Shaver, P. (1987). Romantic love conceptualized as an attachment process. Journal of personality and social psychology, 52(3), 511-524. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/19588648_Romantic_Love_Conceptualized_as_an_Attachment_Process

Höltge, J., Rohner, S. L., Heim, E. M., Nater, U., & Thoma, M. V. (2022). Differential Pathways from Child Maltreatment Types to Insecure Adult Attachment Styles via Psychological and Social Resources: A Bayesian Network Analysis. Journal of Interpersonal Violence, 38(11-12), 7089–7114. doi:10.1177/08862605221140039

Lee, J. A. (1988). Love-styles. In R. J. Sternberg, & M. L. Barnes (Eds.), The psychology of love (pp. 38–67). Yale University Press.

Levy, M. B., & Davis, K. E. (1988). Lovestyles and attachment styles compared: Their relations to each other and to various relationship characteristics. Journal of Social and Personal Relationships, 5(4), 439–471. doi:10.1177/0265407588054004

Lyons, K., Tibbits, M., Schmid, K., Ratnapradipa, K. L., & Shinobu Watanabe‐Galloway. (2023). Prevalence and measurement of adverse childhood experiences (ACE) among children and adolescents in the U.S.: A scoping review. Children and Youth Services Review. doi:10.1016/j.childyouth.2023.107108

Natividade, J. C. & Shiramizu, V. K. M. (2015). Uma medida de apego: versão brasileira da Experiences in Close Relationship Scale-Reduzida (ECR-R-Brasil). Psicologia USP, 26(3), 484-494. doi:10.1590/0103-656420140086

Papalia, D. E. & Feldman, R. D. (Eds.) (2006). Desenvolvimento humano. Disponível em: https://www.obbiotec.com.br/wp-content/uploads/2022/04/OBJ-livro-Desenvolvimento-Humano.pdf

Reis, D. C. (2016). Autores de Agressão Sexual de Crianças e Adolescentes: Características Biopsicossociais e Trajetórias de vida. (Tese de Doutorado, Universidade Federal do Pará). Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1UvrQbyXyRSPSfsDIrZgZAGJNtbsKx3Ez/view

Rosendo, L. dos S., Meireles, A. L., Cardoso, C. S., Bandeira, M. de B., Paula, W. de, & Barroso, S. M. (2022). Relação entre Perfil, Hábitos, Vivências Acadêmicas e Resiliência de Universitários. Psicologia: Ciência E Profissão. doi:10.1590/1982-3703003242788

Stochero, L., Moraes, C. L., Marques, E. S., Santos, E. B. dos, Pacheco, D. L., Reichenheim, M. E., & Taquette, S. R. (2021). Prevalência e coocorrência de Experiências Adversas na Infância: um inquérito de base escolar no município do Rio de Janeiro. Ciência & Saúde Coletiva, 26(9), 4115–4127. doi:10.1590/1413-81232021269.07412020

Teixeira, S., Ferré-Grau, C., Canut, T. L., Pires, R., Carvalho, J. C., Ribeiro, I., ... Sequeira, C. A. (2022). Positive Mental Health in University Students and Its Relations with Psychological Vulnerability, Mental Health Literacy, and Sociodemographic Characteristics: A Descriptive Correlational Study. International Journal of Environmental Research and Public Health, 19(6), 3185. doi:10.3390/ijerph19063185

Witt, A., Sachser, C., Plener, P. L., Brähler, E., & Fegert, J. M. (2019). The prevalence and consequences of adverse childhood experiences in the German population. Deutsches Aerzteblatt Online. doi:10.3238/arztebl.2019.0635

Yu, S., Zhang, C., Wang, Y., Liu, T., Chen, X., Guo, J., ... Xu, W. (2022). Parental neglect, anxious attachment, perceived social support, and mental health among Chinese college students with left‐behind experience: A longitudinal study. PsyCh Journal. doi:10.1002/pchj.611

Publicado

2025-03-13

Como Citar

Corrêa Ibiapina, I., Gemaque Silveira, L., Castro dos Reis, D., & Iêda Chaves Cavalcante, L. (2025). As Dimensões do Apego e as Experiências Adversas na Infância em Universitários na Amazônia // Dimensions of Attachment and Adverse Childhood Experiences in University Students in the Amazon. Revista De Psicologia, 16, e025005. https://doi.org/10.36517/revpsiufc.16.2025.e025005