O povo indígena Anacé e o complexo industrial e portuário do Pecém, no Ceará

Desenvolvimento e resistências no contexto da "barbárie por vir"

Autores

  • Luciana Nogueira Nóbrega UECE

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/rcs.2020.2.d05

    Palavras-chave:

    conflito socioambiental, desenvolvimento, resistências, povo indígena Anacé

    Resumo

    O artigo pretende explorar as narrativas em torno da construção do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, em contraponto às demandas dos indígenas Anacé pela demarcação do seu território, visibilizando os conflitos entre a perspectiva indígena e a perspectiva do Estado que, aliada ao capital nacional e internacional, pretende garantir a implantação de inúmeras indústrias primárias na região. Resultado de um estudo qualitativo que triangula diversos métodos (observação participante, entrevistas livres e semi-estruturadas, além do levantamento bibliográfico e documental), busquei refletir sobre a agência e as mobilizações engendradas pelos Anacé para que suas narrativas, que conflitavam diretamente com as propostas do Estado do Ceará, fossem visibilizadas, tornando públicos, assim, outros sentidos de “desenvolvimento”.

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    Biografia do Autor

    • Luciana Nogueira Nóbrega, UECE

      Pesquisadora nas áreas de direitos dos povos indígenas, interculturalidade, descolonização, conflitos socioambientais, democracia e América Latina. Doutoranda em Sociologia pelo PPGS da Universidade Estadual do Ceará. Mestre e graduada em Direito pela Universidade Federal do Ceará. 

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    Publicado

    01-07-2020

    Edição

    Seção

    Dossiê Ecologia Política: contribuições da América Latina

    Como Citar

    O povo indígena Anacé e o complexo industrial e portuário do Pecém, no Ceará: Desenvolvimento e resistências no contexto da "barbárie por vir". (2020). Revista De Ciências Sociais, 51(2), 165-211. https://doi.org/10.36517/rcs.2020.2.d05