O paradoxo verde do agronegócio brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.36517/rcs.v57i.96487Palavras-chave:
crise ambiental, crise política, agronegocio, crise climática, Extrema DireitaResumo
O artigo investiga os debates e concepções das políticas ecológicas apresentadas pelo agronegócio brasileiro no Global Agribusiness Festival (GAFFFF), realizado em São Paulo em 2025. Por meio de etnografia realizada no evento que ocorreu no ano da COP 30, quando o tema ambiental se torna ainda mais proeminente, dedica-se à pergunta central sobre como o agronegócio brasileiro tem operado dentro e através da crise ecológica. Evidencia-se que o setor realiza uma inversão narrativa sobre a crise e reivindica posição protagonista nas soluções, sem romper com o modelo predatório. Como síntese do arcabouço narrativo observado no evento, o artigo desenvolve a ideia de paradoxo verde do agronegócio brasileiro, composto por camadas paradoxais acerca do latifúndio monocultor, da sustentabilidade do agronegócio, da capitalização da crise climática e do ecologismo de extrema direita.
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