Síndrome de Mirizzi: revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92528.2026Keywords:
Síndrome de Mirizzi, Icterícia obstrutiva, ColestaseAbstract
Introdução: A Síndrome de Mirizzi foi primeiramente descrita em 1948. Desde então, vem se mostrando bastante desafiadora por seu tratamento relacionado a alto risco de lesão de vias biliares. Objetivos: O objetivo deste estudo é realizar uma revisão de literatura sobre a técnica cirúrgica aberta e laparoscópica da síndrome. Métodos: Foram analisados 8 estudos publicados entre 2017 e 2023. Eles foram selecionados após pesquisa nas plataformas Pubmed, Scielo e Portal Regional Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando a palavra-chave “Mirizzi”. Critérios de exclusão foram técnicas endoscópicas, relatos de casos e estudos que somente analisavam um único tipo de Síndrome de Mirizzi. Resultados: A taxa de diagnóstico pré-operatório é extremamente variável (0 a 87,9%). Já as taxas de conversão variaram de 3,4% a 93,3%. A classificação de Csendes é a mais utilizada para o planejamento pré-operatório. Sobre o manejo da fístula colecisto-biliar nos tipos II e III, a coledocoplastia é a melhor opção. Já a anastomose hepático-jejunal em y-de-Roux é a melhor escolha no tipo IV. Conclusão: A Síndrome de Mirizzi é uma doença rara de difícil diagnóstico, dificultando estudos longitudinais. A laparoscopia está crescendo como opção de tratamento, mas não deve haver dúvidas na hora da conversão. São necessários mais estudos para propor um protocolo padrão de tratamento.
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