Hepatectomia direita minimamente invasiva: evolução e pioneirismo na saúde pública do estado do Ceará
DOI:
https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92722.2026Palavras-chave:
Hepatectomia, Laparoscopia, Procedimentos Cirúrgicos Minimamente InvasivosResumo
Introdução: Cirurgias para ressecções hepáticas estão associadas a altas taxas de morbidade, especialmente em pacientes cirróticos. Antes da primeira hepatectomia laparoscópica descrita em 1991, a técnica aberta era o único tratamento cirúrgico possível para tumores hepáticos, primários ou metastáticos. Relato de Caso: Paciente, 54 anos, masculino, sem comorbidades, acompanhado desde 2013 por Hepatite B crônica, apresentando carga viral indetectável sustentada em vigência de tratamento com Tenofovir. Após perda de seguimento ambulatorial devido à pandemia pelo Coronavírus, retorna ao ambulatório com queixas de desconforto abdominal. Realizou Tomografia de Abdome contrastada que confirmou nódulo hepático no segmento VII/VIII, medindo 8,5 cm com presença de “wash-out” e necrose central, fígado dentro da normalidade, sem sinais de hepatopatia crônica. Exames complementares de estadiamento excluíram doença metastática e marcador alfafetoproteína com valor de 2,54 ng/ml. Foi realizado uma hepatectomia direita minimamente invasiva por videolaparoscopia, então, o paciente evoluiu no pós-operatório sem intercorrências, com alta da UTI no primeiro dia pós-operatório e recebendo alta hospitalar no quinto dia pós-operatório. Anatomopatológico confirmou o diagnóstico de Carcinoma hepatocelular, moderadamente diferenciado, de 8,5 x 8,0 cm e margens cirúrgicas livres. Conclusão: Cirurgias hepáticas maiores por videolaparoscopia são seguras e apresentam vantagens na recuperação cirúrgica do paciente. Tal fato se torna mais notório quando realizadas no sistema público de saúde, sem resultar em maiores gastos financeiros para o paciente, conforme foi realizado nesse caso.
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