Desfechos maternos e perinatais de gestantes com rotura anteparto de membranas ovulares em acompanhamento ambulatorial em um hospital universitário no Ceará
DOI:
https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92934.2026Palavras-chave:
Ruptura prematura de membranas fetais, Ambulatório hospitalar, Gestação de alto riscoResumo
Introdução: Entre as intercorrências clínicas específicas da gravidez, a rotura anteparto de membranas ovulares é uma das principais causas de atendimento médico e está relacionada a 10% dos casos de trabalho de parto prematuro e 30% dos casos de prematuridade. Metodologia: estudo coorte retrospectivo com análise de prontuários de pacientes internadas com CID O42 e posteriormente acompanhadas em ambulatório de rotura anteparto de membranas da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, entre julho de 2020 e fevereiro de 2023. Objetivo: avaliar quantitativamente desfechos do binômio materno-fetal. Resultados: Foram selecionadas 47 pacientes e as complicações mais frequentes foram trabalho de parto prematuro (43,5%), prematuridade (40,4%) e desconforto respiratório neonatal (47,7%), além de internamento mais prolongado que 1 semana (72,3%). Conclusão: os resultados são condizentes com os descritos na literatura sobre o assunto, não parecendo haver piora do prognóstico com o seguimento ambulatorial, salvo pelo aumento no tempo de internamento do recém-nascido, o qual pode estar associado a patologias concomitantes presentes na população alvo de uma maternidade terciária. Os benefícios atribuíveis ao estudo são relevantes, embora seja apenas o início e ainda exija estudos com uma população maior e multicêntrica.
Palavras-chave: Ruptura prematura de membranas fetais. Ambulatório hospitalar. Gestação de alto risco.
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