CARACTERIZAÇÃO E VIABILIDADE SOCIOECONÔMICA DA PESCA DE LAGOSTA VIVA NA PRAIA DA CAPONGA, CASCAVEL, ESTADO DO CEARÁ

  • Jamile Mota da Costa Ministério da Pesca e Agricultura no Ceará
  • Ricardo Lafaiete Moreira Universidade Federal do Ceará
  • Antonio Adauto Fonteles-Filho Instituto de Ciências do Mar, Universidade Federal do Ceará.
  • Paulo Parente Lira Cavalcante
  • Manuel Antônio de Andrade Furtado-Neto Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará
Palavras-chave: lagosta viva, comercialização, comunidade, caponga

Resumo

O presente trabalho é um produto do desenvolvimento do projeto “Lagosta Viva”, financiado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), e realizado na Praia da Caponga, Município de Cascavel, Estado do Ceará, com o objetivo de avaliar a viabilidade socioeconômica do aproveitamento da lagosta sob a forma inteira. O experimento de aclimatização das lagostas vivas foi desenvolvido num conjunto de três tanques de fibra de vidro, com dimensões de 8,0 m2 e volume de 4,0 m3. O processo de avaliação do projeto foi dividido em duas etapas: (1) tentativa de envolvimento da comunidade no esforço de desembarcar lagostas vivas, e realizar sua aclimatização e posterior comercialização; e (2) simulação do efeito de diversas proporções de aproveitamento da lagosta inteira sobre a receita total gerada pela venda da produção desembarcada. A estrutura de comercialização da lagosta na Praia da Caponga é composta por três elementos: produtores (pescadores), atravessador e empresário. Os resultados da simulação do aproveitamento de diferentes proporções da captura na forma de lagosta inteira mostraram que sua comercialização gera receitas crescentes, variando entre 0,85% e 8,87% quando se reserva, respectivamente, 10% e 50% da captura para gerar esse o produto.

Biografia do Autor

Jamile Mota da Costa, Ministério da Pesca e Agricultura no Ceará
Engenheira de Pesca, Chefe de Divisão da Superintendência do Ministério da Pesca e Agricultura no Ceará
Ricardo Lafaiete Moreira, Universidade Federal do Ceará
Doutorando em Engenharia de Pesca, Departamento de Engenharia de Pesca.
Antonio Adauto Fonteles-Filho, Instituto de Ciências do Mar, Universidade Federal do Ceará.
Bolsista de Doutorado do CNPq. Pesquisador.
Paulo Parente Lira Cavalcante
Analista Ambiental do IBAMA, Acessor Técnico da Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura no Ceará.
Manuel Antônio de Andrade Furtado-Neto, Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará
Professor Associado, Departamento de Engenharia de Pesca, Universidade Federal do Ceará, atualmente Secretário Adjunto da
Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará.
Publicado
2011-09-01
Seção
Artigos originais