Estudo sobre modelos de governança em zonas portuárias e industriais: o caso do Pecém e de Marselha-Fos

  • Denio Igor Silva Pontes Faculdade CDL Aix-Marseille Université
Palavras-chave: Governança de zonas industriais e portuárias. Gestão portuária. Infraestrutura logística.

Resumo

Neste artigo, será abordada a governança de zonas industriais e portuárias (ZIP), tema que perpassa a questão da gestão portuária stricto sensu, mas tem escopo mais abrangente ao relacionar-se com o problema da gestão de áreas que congregam todo um conjunto de ativos físicos e atores: infraestruturas logísticas em sua multimodalidade, centros de distribuição, zonas industriais, prestadores de serviços, autoridade portuária e empresas. Ao longo desta pesquisa, buscou-se compreender e descrever o modelo de governança portuária de duas ZIPs: uma situada no Brasil, no estado do Ceará, e a outra, no mar Mediterrâneo, na França. Para isso, foram realizadas pesquisas de campo nas duas regiões. O porto de Roterdã foi utilizado como modelo de parametrização para as duas ZIPs estudadas. Identificou-se que, para uma ZIP obter êxito, seu modelo de governança deve tratar de modo indissociável os setores logísticos e industriais, de preferência com foco na região onde está inserida, ao executar a gestão e buscar o desenvolvimento econômico e social.

 

Biografia do Autor

Denio Igor Silva Pontes, Faculdade CDL Aix-Marseille Université

Doutorando em Gestão, estratégia e logística - Université Aix-Marseille, Mestre em Gestão, estratégia e logística – Université Aix-Marseille, Licenciatura em Matemática – Universidade Estadual do Ceará – UECE, Mestre em Economia do Setor Público - CAEN/UFC, Graduado em Economia – Universidade Federal do Ceará - UFC (2007).

Professor de Economia e Logística da Faculdade CDL e Pesquisador associado ao Laboratório Cret-Log (Aix-Marseille Université).

 

Referências

ANDRE, F. Marseille n’est plus le premier port de Méditerranée. L’antenne, 2014. Disponível em: . Acesso em: 26 mar. 2017.

CAECE. Cenário Atual do Complexo Industrial e Portuário do Pecém – Pacto pelo Pecém. Instituto de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Estado do Ceará – INESP, Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará – CAECE, Fortaleza / Ceará, 2013.

CATOIRE, S. et al. La mise en œuvre des projets portuaires pour y developper durablement les activites logistiques et industrielles. Ministère de l’écologie, du développement durable et de l’énergie. Governo Francês, 2013.

CATY, R.; RICHARD, E. Le transport maritime : le Port Autonome de Marseille. Edition Jeanne Leffitte, Marseille, 2003.

CEARÁ. Decreto Nº 29.228, de 13 de março de 2008. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2016.

CEARÁ. Decreto nº 31.509, de 09 de julho de 2014. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2016.

CEARÁ. Grupo de Monitoramento de Ações Interinstitucionais e Setoriais (GMAIS). Disponível em: e . Acesso em: 22 set. 2016.

CEARÁ. Lei nº15.083, 21 de dezembro de 2011. Diário Oficial do Estado, série 3, Ano III, nº 248, Fortaleza, 29 de dezembro de 2011,

CEARÁ. Lei nº 15.248, de 17 de dezem¬bro de 2012. Disponível em: . Acesso em: 20 nov. 2016.

CNI. Problemas históricos de infraestrutura do país podem ser transformados em oportunidade de investimentos. 2016. Disponível em : . Acesso em: 15 jan. 2017.

COUTINHO, P. et al. Modelos da estrutura do setor portuário no mundo e no Brasil, referencial teórico e metodologias para estudo da concorrência interportos e intraportos no Brasil. Centro de Excelência em Regulação de Mercados – CERME, Relatório 1, Universidade de Brasília, 2013.

BRITTO, P. A. et al. Promoção da concorrência no setor portuário: uma análise a partir dos modelos mundiais e aplicação ao caso brasileiro. Rev. Adm. Pública, p. 47-71, 2015.

DAVID, A. Logique, épistémologie et méthodologie en Sciences de gestion : trois hypothèses revisitées. In: David A. ; Hatchuel A. ; Laufer R. Les nouvelles fondations des sciences de gestion. Paris: Vuibert, 2000.

DEBRIE, J.; LAVAUD-LETILLEUL, V., La Décentralisation portuaire : réformes, acteurs, territoires. Paris: L’Harmattan, 2010.

FALCÃO, V. A.; CORREIA A. R. Eficiência portuária: análise das principais metodologias para o caso dos portos brasileiros. Journal of Transport Literature, v. 6, n. 4, p.133-146, 2012.

GUILLAUME, J. Le système productif d’énergie de la Basse-Loire, quelle durabilité ? Géoconfluences, 2014. IGARUN, Université de Nantes, 2014. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2017.

GUEGUEN-HALLOUËT, G. Rôle croissant du secteur privé dans l’activité et la gestion des ports. Les grands ports mondiaux, n. 70, La Documentation française, 2014.

MERK, O.; COMTOIS, C. Compétitivité des villes portuaires: Le cas de Marseille-Fos. OECD Regional Development Working Papers, 2012/11, OECD Publishing, 2012.

MONIÉ, F.; VASCONCELOS F. N. Evolução das relações entre cidades e portos: entre lógicas homogeneizantes e dinâmicas de diferenciação. Revista franco-brasileira de geografia – Cofins, n. 15, 2012.

NOTTEBOOM, T. Consolidation and contestability in the European container handling industry. Maritime Policy and Management, v. 29, n. 3, p. 257-269, 2002.

PERROUX, F. L’Économie du XXe siècle. 3e édition, 1991.

PICCTO. Plataforma Industrial e de Inovação Caban Tonkin. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2016.

PORT OF ROTTERDAM. Organisation: Port authority, developer, manager and operator. Disponível em: . Acesso em: 24 jan. 2017.

PORT OF ROTTERDAM. Port Information Guide, Harbour Master Port of Rotterdam, 2016. Disponível em: . Acesso em: 12 fev. 2017.

PORT OF ROTTERDAM. Project: new land in the sea [Maasvlakte 2]. Disponível em: <https://www.maasvlakte2.com/en/index/show/id/94/project>. Acesso em: 24 out. 2017.

THIERTART, R.-A. et al. Méthodes de Recherche en Management. Paris: Dunod, 2014.

TOURRET, P. Ports et industries en France. Note de synthèse, n. 137, Institut Supérieur d’Economie Maritime, ISEMAR, 2011.

URIBE, D. G. Visão do Porto de Roterdã para o futuro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Port of Rotterdam, Expolog – Feira Nacional de Logística, Fortaleza, 2016.

YIN, R. K. Case study research: Design and methods. Beverly Hills: Sage Publishing, 1989.

WANG J. J.; OLIVIER D. La gouvernance des ports et la relation ville-port en Chine. Les Cahiers Scientifiques du Transport, n. 44, p. 25-54, 2003.

WORLD BANK. Port reform toolkit. Washington: World Bank Institute, 2003.

WORLD BANK. Reforming infrastructure: privatization, regulation and competition. World Bank Policy Research Report. Washington, DC: The World Bank, 2004.

Publicado
2017-10-09
Seção
Artigos