REVOLUÇÃO COMO NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO? CONSIDERAÇÕES SOBRE A RECEPÇÃO MARXIANA DE HEGEL

Christian Iber

Resumo


A contribuição se articula em três momentos. Na primeira parte apresenta-se a problemática do emprego feito por Marx do conceito hegeliano da negação da negação pela revolução proletária na crítica da economia política. A segunda parte discute a vinculação crítica de Marx ao conceito da negação da negação de Hegel no excurso referente à crítica da dialética e filosofia hegelianas em geral dos Manuscritos econômico-filosóficos (Manuscritos parisienses), de 1844, e precisamente em quatro itens: em primeiro lugar, mostra-se, em que Marx se junta à posição de Feuerbach e em que ele vai além dela. Em segundo lugar, delineia-se a crítica de Marx ao sistema hegeliano no que concerne à Fenomenologia do Espírito, à Ciência da Lógica e à passagem para a natureza e a filosofia real. Em terceiro lugar, discute-se a compreensão que Hegel e Marx têm com relação a negatividade, exteriorização e alienação e, em quatro lugar, contorna-se a posição própria de Marx. A terceira parte faz alusão a uma interpretação alternativa ao mito da negação da negação da transformação revolucionária da sociedade capitalista em Marx mais tardiamente.

Palavras-chave


Negação da negação. Exteriorização. Alienação. Revolução.

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DOI: http://dx.doi.org/10.30611/2018n12id33205

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ISSN: 2317-2010

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