MARX E O FETICHE DA MERCADORIA DINHEIRO

  • Jadir Antunes
Palavras-chave: Karl Marx (1818-1883). Fetiche da mercadoria. Crítica da metafísica.

Resumo

Nosso artigo pretende mostrar que a crítica do fetiche da mercadoria em Karl Marx deve ser associada à crítica metafísica da mercadoria porque, segundo Marx, uma das características centrais da metafísica é a inversão dos polos concreto e abstrato e sensível e suprassensível em prol da autonomização do abstrato e do suprassensível e sua conversão em polos absolutos. Assim como na Metafísica e na religião cristã a ideia-abstrata e o deus-abstrato dominam o concreto e o sensível da vida humana, no mercado a riqueza-abstrata do dinheiro domina o mundo da riqueza concreta e sensível diariamente consumida pelo homem.

Referências

FEUERBACH, Ludwig. A essência do cristianismo. Campinas S.P: Papirus, 1988.

MARX, Karl. Para a crítica da economia política. Coleção: Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

_____. O Capital: crítica da economia política. Livro I. Volume I. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. 3ª edição. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

_____. Grundrisse: elementos fundamentales para la crítica de la economia política [borrador 1857-58]. Volume I. 15ª edição. México: 1987.

Publicado
2018-07-30
Seção
Dossiê A Filosofia Neohegeliana: Sobre a Necessidade de um Debate na Atualidade