Literatura e Desentendimento

reflexões sobre a resistência da literatura contra a BNCC a partir de Benjamin e de Rancière

Resumo

Este trabalho se propõe a realizar uma análise de como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) se vincula diretamente à lógica de mercado da sociedade de consumo, autenticando, portanto, o mundo como posto e as práticas pseudopolíticas da contemporaneidade. Isso gera um conflito entre a BNCC e a literatura. A proposta é demonstrar essa disputa destacando as potencialidades políticas do literário, a partir de sua atuação estética. Para tanto, realiza-se a apresentação das premissas gerais do documento, posteriormente, aborda-se como a literatura é apresentada pela Base e o dissenso gerado a partir de uma falta de espaço para o literário por conta do excesso presente no documento. Diante disso, a literatura, por meio da política da escrita e do desentendimento, pode tensionar o espaço escolar, como um campo de resistência ao absoluto, realizando uma (re)partilha do sensível. As reflexões têm por base, principalmente, os pensamentos de Walter Benjamin e de Jacques Rancière.

Biografia do Autor

Diego Rodrigo Ferraz, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Mestrando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), com pesquisa na linha Educação, Linguagem e Memória. Graduado em Letras pela mesma instituição.

Publicado
2021-03-12