Tipicidade e realismo em Engels e três exemplos da literatura brasileira

  • Rogério Rufino de Oliveira Universidade Federal do Espírito Santo https://orcid.org/0000-0001-6812-5473
  • Luís Eustáquio Soares Universidade Federal do Espírito Santo
  • El-Buainin Vieira Machado Nunes Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

Resumo

Este artigo é um trabalho de teoria e crítica literárias que recorre a Friedrich Engels, sobretudo às cartas que escreveu para Ferdinand Lassalle, em 1559, à Minna Kautsky, em 1885, e à Margaret Harkness, em 1888, propondo uma interpretação histórico-materialista da noção de tipicidade, base para a definição de realismo elaborada por esse pensador marxista no século XIX, tempos antes de Georg Lukács desenvolver esses dois conceitos em sua teoria estética. Realiza-se uma análise do poema Geni e o Zepelin, de Chico Buarque, do conto “Famigerado”, de João Guimarães Rosa, e da novela A hora de estrela, de Clarice Lispector, com o objetivo de verificar a adequação entre as duas categorias sob a interpretação engelsiana e três exemplos de gêneros distintos da literatura brasileira produzida na segunda metade do século XX. Assim, pondera-se sobre a atualidade da contribuição crítico-teórica de Engels e o que dela confere aos objetos analisados um caráter de engajamento crítico a partir da convergência entre forma e conteúdo inscrita na representação estético-literária.

Palavras-chave

Literatura brasileira; Materialismo histórico; Tipicidade; Triunfo do realismo.

Biografia do Autor

Rogério Rufino de Oliveira, Universidade Federal do Espírito Santo

Graduado em Comunicação Social: Publicidade, mestre em Letras: Estudos Literários, graduando em Letras Português e Espanhol e doutorando em Letras: Estudos Literários. Formações vinculadas à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Publicado
2021-03-12