DESENVOLVIMENTO HUMANO E ECONÔMICO NO TRABALHO INFORMAL DAS FEIRAS MÓVEIS

  • Aparecida Lívia Sousa Santos Universidade Federal do Ceará
  • Rafael Vieira de Alencar Universidade Federal do Ceará
  • Lara Capelo Cavalcante Universidade Federal do Ceará; Universidade de Fortaleza
Palavras-chave: Informalidade, Escassez de Informações, Tecnologia da Informação, Pequeno Empreendedor

Resumo

O comércio de rua, compreendido como atividade informal executada por muitos ambulantes, feirantes, camelôs e demais indivíduos com trabalhos semelhantes, também existente nas feiras móveis, têm sido utilizado significantemente como meio de garantia à sobrevivência na busca pelo sustento na atual situação socioeconômica do país, sendo gerador de empregabilidade e renda. Contudo, a informalidade tem impedido que muitos desses indivíduos trabalhem dignamente por não alcançarem direitos que só podem ser usufruídos por meio da formalização do trabalho. Desse modo, este artigo objetiva analisar os fatores que levam a resistência de alguns feirantes à formalização trabalhista, por exemplo, a escassez de conhecimento acerca dessa formalização, por uma parcela significante de feirantes, somado a utilidade da Tecnologia da Informação como ferramenta disseminadora de informações e no desenvolvimento do trabalho do pequeno empreendedor na busca pelo Desenvolvimento Humano e Crescimento Econômico no comércio de rua, situado nos bairros de Fortaleza, como Cidade 2000 e Praia do Futuro. Para a concretização do presente estudo, utilizou-se de pesquisas bibliográficas e da compilação de dados advindos da contagem e da aplicação de questionários nas duas feiras mencionadas.

Biografia do Autor

Aparecida Lívia Sousa Santos, Universidade Federal do Ceará
Graduanda em Administração
Rafael Vieira de Alencar, Universidade Federal do Ceará
Mestrado em Direito
Lara Capelo Cavalcante, Universidade Federal do Ceará; Universidade de Fortaleza

Doutora em Sociologia

Mestre em Direito Constitucional e Teoria do Estado

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Publicado
2021-03-12