Tumor de células epitelioides perivasculares (PECOMA) hepático: relato de caso

Autores/as

  • Tamises Melo Siqueira Marinho Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • José Telmo Valença Júnior Universidade Federal do Ceará (UFC), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Laboratório Mikros
  • Gabriela Maia Coelho Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Sami de Andrade Cordeiro Gadelha Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.20513/2447-6595.2020v60n2p51-54

Palabras clave:

Neoplasias de Células Epitelioides Perivasculares, Fígado, Diagnóstico

Resumen

Relata-se um caso de tumor de células epitelioides perivasculares (PECOMA) hepático, diagnosticado em paciente feminino no Hospital Universitário Walter Cantídio. Inicialmente, foi feita revisão de prontuário e em seguida, iniciou-se pesquisa bibliográfica da literatura nacional e internacional, obtidos nas bases de dados: SciELO e MEDLINE. PEComas são tumores raros, caracterizados pela coexpressão de fatores de transcrição melanocíticos e musculares. O caso de uma paciente de 49 anos com crises recorrentes de dor e desconforto epigástrico após alimentação. Tomografia computadorizada de abdome revelou volumosa massa hepática heterogênea, predominantemente hipodensa, de contornos regulares e limites definidos, exibindo áreas de necrose e artérias calibrosas internas serpinginosas e radiais, incluindo dilatações aneurismáticas. Paciente foi submetida à hepatectomia parcial. Macroscopicamente, os cortes de segmentos hepáticos exibiam tumoração bem delimitada, medindo 15,0 cm, pardo-amarronzada, com aspecto necrótico. À microscopia, o tumor era composto de células epitelioides poligonais, positivas para marcadores melanocíticos à imuno-histoquímica. Conclusões: PEcomas são tumores raros, que podem surgir em diversas regiões e são categorizados em benignos, com potencial maligno incerto ou malignos. Apresentamos o caso de uma paciente, que após exérese da lesão, evoluiu clinicamente estável, sem recorrência da doença, após seis meses de seguimento.

Biografía del autor/a

Tamises Melo Siqueira Marinho, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Graduada em Medicina em 2013.2 pela Universidade Federal do ceará, campus Sobral. Médica residente pelo programa de residência médica em Patologia do Departamento de Patologia e Medicina Legal do Hospital Universitário Walter Cantídio.

José Telmo Valença Júnior, Universidade Federal do Ceará (UFC), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Laboratório Mikros

Professor da Universidade Federal do Ceará. Médico preceptor do Programa de Patologia. Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Treinamento em Patologia do Transplante Hepático no King's College Hospital, London, 2011. Chefe da Unidade de Laboratório de Anatomia Patológica - EBSERH / UFC. Patologista do laboratório Mikros.

Gabriela Maia Coelho, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Médica residente do Programa de Patologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Sami de Andrade Cordeiro Gadelha, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Médico residente do Programa de Patologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Publicado

2020-06-23