Relação entre índice de massa corporal e escala de avaliação da síndrome positiva e negativa em portadores de esquizofrenia atendidos em um serviço especializado

Autores

  • Juliana Raissa Oliveira Ricarte Universidade Federal do Ceará (UFC); Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Joseline Maria Alves Gomes Recamonde Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC); Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)
  • Natasha Farias Pitts Universidade Federal do Ceará (UFC); Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Ana Patrícia Nogueira Aguiar Universidade Federal do Ceará (UFC); Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Rayanne Silva Vieira Lima Universidade Federal do Ceará (UFC); Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Fábio Gomes de Matos e Souza Universidade Federal do Ceará (UFC); Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Priscila da Silva Mendonça Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC); Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)

DOI:

https://doi.org/10.20513/2447-6595.2022v62n1e41641p1-6

Palavras-chave:

Avaliação nutricional, Esquizofrenia, Saúde mental

Resumo

Objetivo: avaliar o estado nutricional e relação com o grau da sintomatologia através da Escala de Avaliação da Síndrome Positiva e Negativa (PANSS) em esquizofrênicos atendidos em um serviço especializado em Fortaleza, Ceará, Brasil. Metodologia: foram avaliados 154 pacientes acompanhados em um ambulatório de psiquiatria, com serviço especializado no tratamento de esquizofrenia de um hospital universitário, situado em Fortaleza, Ceará. As variáveis estudadas foram: peso, altura, IMC, presença de comorbidades, uso prévio de substâncias psicoativas, antipsicóticos e antidepressivos e PANSS. Resultados: a amostra constituiu-se principalmente por homens (58,4%). A prevalência de comorbidades foi de 29,9%. Observou-se maior incidência de: dislipidemias (17,5%) e hipertensão arterial sistêmica (11,0%). Verificou-se que 44,8% dos pacientes já fizeram uso de substâncias psicoativas por pelo menos uma vez; 50,6% utilizaram antidepressivos e 96,1% utilizaram antipsicóticos antes de chegar ao serviço especializado. De acordo com o IMC, 65,58% dos pacientes apresentavam excesso de peso, 31,81% eram eutróficos e 2,59% tinham baixo peso. Houve uma correlação negativa entre IMC e PANSS positiva (r = -0,171; p = 0,043) e uma associação entre sobrepeso e diabetes (p = 0,023) e sobrepeso e dislipidemia (p = 0,030). Conclusão: pacientes esquizofrênicos constituem um grupo de risco nutricional. Portanto, evidencia-se a importância do cuidado nutricional em todos os estágios do tratamento.

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Publicado

2022-02-11

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS