O trabalho escolar, as precariedades e suas tangibilidades: avaliações entre resultados e relações
DOI:
https://doi.org/10.36517/aval.v13i.97080Palavras-chave:
Políticas Públicas , Avaliação, Antropologia, Neoliberalismo, Escola PúblicaResumo
Este artigo traz uma série de reflexões decorrentes de uma pesquisa etnográfica sobre as relações entre docentes em cargos de “gestão” e em “sala de aula”. Parte-se do pressuposto de que as escolas vivenciam relações entre campos sociais distintos, na perspectiva de Bourdieu (1989): a Administração Pública gerencial e a Educação Escolar. Esses dois campos sociais possuem lógicas distintas e desenvolvem em seus partícipes subjetividades e percepções conflitantes sobre o trabalho escolar, em especial os eventuais “resultados”. O objetivo principal do artigo é refletir sobre as dificuldades de avaliar as diversas expressões de precariedades no trabalho escolar, com atenção às precariedades relacionais. O texto foi desenvolvido com reflexões sobre a observação de campo juntamente com teóricos que dialogam com a problemática trazida. Uma das conclusões é que a busca por “resultados” quantitativos, visão típica daqueles posicionados mais ao centro do poder do Estado e permeados pela lógica gerencial, pode ser interpretada como uma renúncia à lógica que guia o bom ensino escolar, e que isso potencializa uma série de ressentimentos e rivalidades entre ambas as posições, algo difícil de avaliar com instrumentos tradicionais de avaliação de Políticas Públicas.
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