Tribalismo linguístico no pleito eleitoral de 2019-2020 em Guiné-Bissau
DOI:
https://doi.org/10.36517/ep.vi.96670.2025Palabras clave:
Tribalismo linguística, Pleitos Eleitorais, Guiné-BissauResumen
A Guiné-Bissau é um país situado na Costa Ocidental da África, com uma ampla diversidade étnica e linguística, onde convivem mais de vinte línguas étnicas, tendo o crioulo como língua da unidade nacional e o português como língua oficial do país. Na última eleição de 2019-2020, o país passou por um período de tensão política, onde se verificou a prática do tribalismo linguístico, relação de poder, ódio, divisão social e política nos pleitos eleitorais. Este artigo é parte da minha dissertação do mestrado, sobre o tribalismo na relação social e política da Guiné-Bissau, que propõe a reflexão acerca de como a língua oficial portuguesa influencia as dinâmicas políticas e institucionais no país. Embora as línguas étnicas e o crioulo compõem o mosaico histórico da identidade guineense, sua manipulação para fins políticos tem gerado exclusão, desigualdade e conflitos. O objetivo recai no discurso de lado/lado, viva/escola versus escola/ika nada como slogan nos discursos dos militantes que fluíram no debate político e intelectual entre a língua portuguesa e os valores culturais e identitários na sociedade bissau/guineense. O trabalho é de caráter teórico-qualitativo, como: revisão da literatura, análise dos vídeos, lives e notícias nas redes sociais, mediante o método da netnografia usado na obtenção dos dados. Os resultados alegam a prática do tribalismo linguístico, segundo a qual a dominação da língua portuguesa é um fenômeno de privilégio e de boa escolha de um representante político e institucional no país, enquanto a língua étnica e o crioulo são vistas como línguas de atraso social e de baixo nível.
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