TRANSIÇÃO DE REFORÇADORES ARBITRÁRIOS PARA NATURAIS EM UM GRUPO DE ESTUDOS DE PSICOLOGIA
Resumo
Reforçadores arbitrários, são definidos na literatura da Análise do Comportamento como consequências tangíveis, mediada por outra pessoa, que tornam o comportamento consequenciado mais provável de ocorrer no futuro. Por outro lado, reforçadores naturais são aqueles inerentes a própria resposta, que aumentam a frequência do comportamento de forma não mediada. Diante disso, buscou-se uma alternativa prática de como fazer a transição de reforçadores arbitrários para naturais, com o intuito de fazer que o comportamento de se engajar no grupo de estudo fosse controlado de forma natural e não por consequências externas. No grupo de estudos básicos de análise do comportamento (GEBAC), ofertado semestralmente pelo Laboratório de Estudos em Análise do Comportamento(LEAC), realizou-se uma medição da frequência de participação dos estudantes que frequentavam os grupos. Nos três primeiros encontros, todas as participações foram consequenciadas com um chocolate, juntamente com a atenção dada pelos outro participantes e pelos facilitadores do grupo. Entre o quarto o sexto grupo, os chocolates foram dados de forma intermitente, ou seja, nem toda participação, era seguida de chocolate, porém, todas as participações eram seguidas de atenção e concordância com os outros participantes e facilitadores. Do sétimo grupo em diante, não foram mais distribuídos chocolates, apenas atenção e o aprendizado eram as consequências produzidas para o comportamento de participar. Os dados mostram que não houve diferença no número de participações nos três diferentes momentos. Isso indica que aquilo que foi mantido pelos chocolates nos primeiros grupos de estudo, continuou a ser mantido nos últimos encontros, com apenas a atenção e o aprendizado, sendo esses reforçadores naturais.Publicado
2019-01-01
Edição
Seção
XXVIII Encontro de Extensão
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Como Citar
TRANSIÇÃO DE REFORÇADORES ARBITRÁRIOS PARA NATURAIS EM UM GRUPO DE ESTUDOS DE PSICOLOGIA. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(7), 4747. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/57085