PREPARAÇÃO DE LÂMINAS PETROGRÁFICAS DE MINERAIS PESADOS DOS AÇORES E DO RIO ARA (ESPANHA) PARA USO DIDÁTICO NO LABORATÓRIO DE GEOLOGIA SEDIMENTAR (DG/CC/UFC)

Autores

  • Lawrence Barreto Sa
  • Antônio Isack Keven da Silva Alves
  • Daniel Rodrigues do Nascimento Junior

Resumo

Designam-se minerais pesados os grãos cuja densidade é superior à do quartzo (2,65g/cm³) e dos feldspatos (2,56-2,76g/cm³), constituindo uma ampla diversidade de espécimes. Tem sua importância como traçadores da origem do sedimento, podendo indicar fontes detriticas especificas, como rochas metamórficas, ígneas e sedimentares. São classificados segundo a estabilidade química e resistência física em três categorias principais: ultraestáveis, metaestáveis e instáveis. Economicamente, os minerais pesados destacam-se pelos pláceres, locais onde há deposição de sedimentos com relevância econômica, como diamante, ouro, ilmenita etc. Por isso a análise de lâminas delgadas ao microscópio polarizador configura uma ferramenta indispensável ao profissional geólogo. O presente projeto objetivou catalogar minerais pesados de seis (6) novas lâminas delgadas, sendo quatro delas da Ilha de São Miguel (Açores, Portugal) e duas do Rio Ara (Aínsa, Pirineus espanhóis), para compor o acervo didático do Laboratório de Geologia Sedimentar. O processo de montagem das lâminas incluiu peneiramento, elutriação (remoção de eventuais impurezas), separação por densidade ao bromofórmio e impregnação em bálsamo do Canadá sintético. Entre os minerais descritos, destacam-se principalmente olivina, egirina, augita, turmalina, cianita e hornblenda. Uma variedade rara de anfibólio também foi detectada, posicionada entre óxi-hornblenda ou kaersutita, necessitando futuramente de métodos diretos de análise mineralógica via MEV-EED ou DRX, por exemplo. A relevância da análise petrografia em questão é potencializada pela presença de minerais raramente encontrados nas areias brasileiras, a exemplo da óxi-hornblenda/kaersutita, típicas de condições vulcânicas inclusive alcalinas. No caso da olivina, além de ser relacionada a sedimentos vulcânicos recentes, sua raridade é aumentada em função de ser considerada um dos minerais mais instáveis, especialmente em condições climáticas quentes e úmidas.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXVIII Encontro de Iniciação à Docência

Como Citar

PREPARAÇÃO DE LÂMINAS PETROGRÁFICAS DE MINERAIS PESADOS DOS AÇORES E DO RIO ARA (ESPANHA) PARA USO DIDÁTICO NO LABORATÓRIO DE GEOLOGIA SEDIMENTAR (DG/CC/UFC). (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(4), 3580. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/57969