MORTALIDADE E PREVIDÊNCIA: UMA DISCUSSÃO SOBRE O ESTADO DO CEARÁ

Autores

  • Mainara de Paula Simoes Cardoso
  • Sérgio César de Paula Cardoso
  • Sérgio Bastos
  • Wandermon Corrêa
  • João Moreira
  • Alane Siqueira Rocha

Resumo

O presente estudo tem como objetivo apresentar uma avaliação sobre as diferenças entre a mortalidade de homens válidos do regime de previdência do estado do Ceará e a mortalidade da população masculina do país, a partir do indicador esperança de vida aos 60 anos de idade. Esse tipo de discussão é importante, pois os padrões de mortalidade são utilizados nas premissas das projeções atuariais dos regimes de previdência. Os dados aqui utilizados são provenientes do Relatório 2 do projeto de pesquisa voltada à estimação de tábuas biométricas a partir da experiência dos segurados do Sistema Único de Previdência Social do Estado do Ceará (SUPSEC). Esse projeto de pesquisa é vinculado ao CNPq e desenvolvido no âmbito do Curso de Ciências Atuarias da UFC. Considerando os resultados apresentados no relatório da pesquisa, constata-se que a esperança de vida aos 60 anos de idade para os homens segurados válidos da previdência do estado do Ceará é 22,0 anos no período 2013-2017, enquanto a esperança de vida aos 60 anos para a população masculina do país, proveniente de estimativas do IBGE, é de 20,47 anos em 2017. Com base nesses resultados, pode-se observar que os homens segurados válidos do regime de previdência do Ceará apresentam maior sobrevida em comparação com a população masculina do país. Para além desses resultados, pode-se concluir que a escolha dos padrões de mortalidade a serem aplicados nas avaliações atuariais de um regime de previdência gera repercussões importantes, pois podem produzir resultados distintos no que se refere às projeções de receitas e despesas previdenciárias futuras.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

MORTALIDADE E PREVIDÊNCIA: UMA DISCUSSÃO SOBRE O ESTADO DO CEARÁ. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1696. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59455