PREVALÊNCIA DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS NO NORDESTE BRASILEIRO ENTRE 2005 E 2017 E ANÁLISE DA INTERFERÊNCIA DE FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS
Resumo
INTRODUÇÃO: Em 2015, malformações congênitas foram a segunda causa de mortalidade de menores de cinco anos no Brasil. Conforme as atuais mudanças sociais, culturais, políticas e econômicas, esperam-se mudanças no seu perfil epidemiológico. OBJETIVOS: Analisar as tendências temporais de prevalência de malformações congênitas entre 2005 e 2017 e identificar fatores sociodemográficos associados a sua ocorrência no Nordeste do Brasil. METODOLOGIA: Estudo transversal com dados do SINASC de 2005-2017. Foram considerados para o estudo recém-nascidos com mais de 22 semanas e/ou peso maior ou igual a 500 gramas. As variáveis estudadas foram idade, estado civil e escolaridade da mãe, sexo e cor da pele do recém-nascido. As diferenças entre as prevalências de malformações congênitas por estrato das variáveis sociodemográficas foram analisadas pelo teste do qui-quadrado. RESULTADOS: A prevalência de malformações congênitas foi de 6,9/1.000 recém-nascidos no Nordeste. Todos os estados e o Nordeste, com exceção da Paraíba, apresentaram aumento no período, sendo evidente esse incremento entre os anos de 2015 e 2016. Pernambuco e Sergipe foram os estados que apresentaram as maiores prevalências entre 2014 a 2017. No Nordeste e em todos os estados, a idade da mãe de 40-49 anos e o recém-nascido ser do sexo masculino foram associados a maior prevalência de malformações. O estado civil materno, escolaridade materna e cor do recém-nascido não apresentaram padrões fixos e suas associações não foram estatisticamente significantes em Sergipe, Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte. CONCLUSÃO: Sugere-se que, além do aumento no período, entre os anos de 2015 e 2016 houve um crescimento inesperado na ocorrência de nascimentos com malformação congênita em todos os estados e no Nordeste. A idade materna avançada e o recém-nascido ser do sexo masculino parecem influenciar no aumento de malformações, por inerência ao processo degenerativo do envelhecimento e fatores genéticos do cromossomo Y.Publicado
2019-01-01
Edição
Seção
XXXVIII Encontro de Iniciação Científica
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Como Citar
PREVALÊNCIA DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS NO NORDESTE BRASILEIRO ENTRE 2005 E 2017 E ANÁLISE DA INTERFERÊNCIA DE FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1891. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59650