RESÍDUOS MEDIEVAIS DE CUNHO RELIGIOSO NA POESIA DE PATATIVA DO ASSARÉ

Autores

  • Larissa AraÚjo de Almeida
  • Elizabeth Dias Martins

Resumo

Sabe-se que a Era Medieval muito contribuiu para a formação da cultura e da nossa identidade ocidental. Levando em consideração que o Brasil foi colonizado por portugueses, junto com eles veio toda esta bagagem medieval, que entrou na região Nordeste e ainda hoje se faz presente. A poesia popular nordestina traz muitas marcas desta Literatura Medieval e inúmeros autores como Ariano Suassuna, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, dentre outros, apresentam referidas características reminiscentes de outrora. Através dos ensinamentos da brasileira Teoria da Residualidade, sistematizada pelo Professor Roberto Pontes, da Universidade Federal do Ceará, o presente trabalho tem por objetivo realizar uma pesquisa acerca da poesia de um grande nome cearense, Patativa do Assaré. Utilizando os conceitos básicos da referida Teoria como resíduos, cristalização, hibridação cultural, dentre outros, fez-se um apanhado bibliográfico na intenção de identificar e destacar características do sirventês medieval, próprio das cantigas trovadorescas da Península Ibérica, na produção poética de caráter social de Patativa do Assaré. Logo, a metodologia utilizada neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica qualitativa, levando em conta que a Literatura Comparada trabalha com a interpretação e a subjetividade. Dentro da bibliografia pesquisada, que inclui, até o momento, três de suas obras, encontram-se evidências da presença dos resíduos medievais em sua escrita e, desta forma, confirma o objetivo desta pesquisa. Conclui-se, portanto, que há presença de resíduos medievais na poesia patativana, o que reforça a importância da aplicabilidade da Teoria da Residualidade na literatura e também em outros meios.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

RESÍDUOS MEDIEVAIS DE CUNHO RELIGIOSO NA POESIA DE PATATIVA DO ASSARÉ. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1981. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59740