UMA INTERPRETAÇÃO GEOGRÁFICA DAS LUTAS E RESISTÊNCIAS DO CAMPESINATO NO CEARÁ

Autores

  • Carlos Wellyson dos Santos Aguiar
  • Francisco Amaro Gomes de Alencar

Resumo

Este estudo em andamento apresenta uma discussão sobre os processos que os territórios quilombolas enfrentam hoje no Ceará, desde sua titulação até as violências simbólicas/física enfrentadas, sendo assim para se ter uma maior compreensão de suas espacialidades entorno das regiões, bem como até mesmo as personalidades dos próprios povos quilombolas que participaram ativamente dentro desse contexto de resistência e lutas por direitos. A pesquisa busca um diálogo direto com as pessoas que construíram e tentam manter a identidade enquanto quilombolas dentro das suas comunidades, assim como também procuramos dados através da Fundação Palmares e das Coordenações Estaduais e Nacionais dessas comunidades rurais, onde inclusive os próprios e as próprias quilombolas participaram autoorganizadamente de um novo mapeamento pelo decorrer do Estado, onde se depararam com a realidade de 87 comunidades pelo território, que mesmo ainda sem reconhecimento burocrático e antropológico de quilombolas, atuam diretamente em contato com a agricultura familiar ou por vezes em contato com outros campos e que consequentemente necessitam de políticas públicas que incentivem e garantam a permanência dessas pessoas no espaço ancestral. E nas discussões mostramos o quanto que ainda se falta para fazer por essas comunidades, seja no sentido material que garanta trabalho, moradia e condições mínimas de sobreviver, e até mesmo resgate cultural sobre as pessoas que fizeram com que estejam vivos até hoje. Agradeço a FUNCAP(Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Técnico Científico), por propiciar financiamento que viabilizou a pesquisa.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

UMA INTERPRETAÇÃO GEOGRÁFICA DAS LUTAS E RESISTÊNCIAS DO CAMPESINATO NO CEARÁ. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 2109. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59868