UTILIZAÇÃO DA PELE DE TILÁPIA-DO-NILO (OREOCHROMIS NILOTICUS) NO TRATAMENTO DE FERIDAS PROVOCADAS POR QUEIMADURAS DE SEGUNDO GRAU EM MODELO BIOLÓGICO IN VIVO

Autores

  • Dayvson Daniel Andrade de Menezes
  • Edmar Maciel Lima Junior
  • Ana Paula Negreiros Nunes Alves
  • Wesley Lyeverton Correia Ribeiro
  • Manoel Odorico de Moraes Filho

Resumo

Os custos elevados dos curativos oclusivos sintéticos ou biossintéticos tem promovido a busca por materiais biológicos alternativas para o tratamento local de feridas provocadas por queimaduras. O objetivo deste trabalho foi avaliar a utilização da pele da tilápia (Oreochromis niloticus) como curativo oclusivo temporário em queimaduras de segundo grau superficial e profunda em ratos. Assim, utilizou-se 40 ratos machos Wistar, submetidos à indução de queimadura, igualmente divididos em 4 grupos experimentais (n= 10), sendo: C1, no qual as feridas foram lavadas com solução salina; C2, no qual o curativo aberto foi tratado com sulfadiazina de prata a 1%; T1, queimadura de segundo grau superficial, tratado com curativo oclusivo utilizando a pele da tilápia; e T2, queimadura de segundo grau profunda, também tratado com a pele de tilápia. Os animais foram acompanhados por 22 dias. No último dia, foram anestesiados com quetamina (90 mg/kg) e xilazina (10 mg/kg ) para realização de biópsia e em seguida, eutanasiados por overdose anestésica. No dia 21, os grupos T1 e T2 demonstravam melhor delineamento dos bordos da ferida. O exame microscópico revelou que nas amostras dos grupos T1 e T2 possuíam tecido conjuntivo fibroso destituído de revestimento epitelial, exibindo infiltrado inflamatório histiolinfoplasmocitário, com graus variados de intensidade, e permeado por ocasionais granulócitos polimorfonucleares neutrófilos restritos à região superficial​. Nos grupos C2, T1 e T2, o tecido conjuntivo profundo apresentava-se livre de inflamação. Assim, a pele da tilápia apresentou boa aderência no leito das feridas induzidas por queimaduras nos ratos, interferindo positivamente no processo cicatricial. Esses resultados possibilitam o prosseguimento das investigações para a confirmação da eficácia da pele de tilápia como curativo biológico (CEUA/UFC 48/2016).

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

UTILIZAÇÃO DA PELE DE TILÁPIA-DO-NILO (OREOCHROMIS NILOTICUS) NO TRATAMENTO DE FERIDAS PROVOCADAS POR QUEIMADURAS DE SEGUNDO GRAU EM MODELO BIOLÓGICO IN VIVO. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 2144. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59903