IMPACTOS DA DESCONTINUAÇÃO DA TERAPIA PRESENCIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PORTADORES DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA CIDADE DE FORTALEZA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19.

Autores

  • Emily Damascena Bezerra
  • Andressa Souto Oliveira Baltoré
  • Áquila Ronaldi Moraes
  • Brenda Régio Garcia
  • Larissa Karine Pereira da Silva
  • Marcia Maria Tavares Machado de Aquino

Resumo

Diante do distanciamento social, em virtude da pandemia de COVID-19, as terapias presenciais realizadas por muitos infantes portadores de Transtorno de Espectro Autista (TEA). Assim, crianças e adolescentes com diagnóstico de TEA ficaram impossibilitados de frequentar seus acompanhamentos neuropsicológicos. A falta das atividades de terapias presenciais e de convívio em espaços sociais gerou quebra da rotina dessas crianças, contribuindo para o aparecimento de agravos associados ao TEA, como desorganização comportamental, regressão de habilidades e aumento da ansiedade. Diante disso, objetivou-se compreender o impacto da descontinuação da terapia de crianças e adolescentes com TEA durante o período de distanciamento físico. Este estudo fez uso da aplicação de entrevistas com roteiro semi-estruturado com familiares de crianças e adolescentes com TEA moradores de Fortaleza em abril de 2021 por meio da plataforma Google Forms, totalizando 16 entrevistados. Além disso, também foram realizadas entrevistas síncronas com roteiros semi-estruturados pelas plataformas Google Meet e Whatsapp, as quais foram iniciadas a partir da assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Por conseguinte, durante a entrevista, 10 pais relataram o surgimento de aspectos negativos após a descontinuação da terapia presencial de seus filhos, sendo visualizado por meio do retorno de estereotipias e rituais, aumento da agressividade e do choro e crises de ansiedade. Além disso, outro fator relatado por alguns pais foi a dificuldade em adaptação ao formato online da terapia. Dessa forma, a descontinuação terapêutica devido ao momento de pandemia acarretou consequências graves no comportamento das crianças e adolescentes com TEA, sendo ideal a continuação desses tratamentos terapêuticos, sendo mantidos por videochamadas ou sessões individuais a fim de evitar que essas crianças percam progressos anteriormente conquistados durante etapas presenciais.

Publicado

2021-01-01

Edição

Seção

XL Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

IMPACTOS DA DESCONTINUAÇÃO DA TERAPIA PRESENCIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PORTADORES DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA CIDADE DE FORTALEZA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19. (2021). Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 1374. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74497