ATIVISMO, ARTIVISMO E O JOGO DA SOBREVIVÊNCIA NEOLIBERAL.

Autores

  • Marcio Silva Peixoto
  • FÁbio Pezzi Parode

Resumo

Trago para a apresentação dos Encontros Universitários 2022 o roteiro de um artigo, ainda em desenvolvimento, que traz como problemática central a contemporânea incorporação dos discursos ativistas, historicamente relacionados às lutas dos movimentos sociais, à indústria do entretenimento e às performances públicas de artistas brasileiros de visibilidade internacional como Anitta, Pabllo Vittar e Ludmilla. Os discursos surgem como parte essencial da construção da imagem pública dessas artistas, evidenciando a importância mercadológica da utilização das identidades social, cultural e sexo-afetivas como ferramentas de marketing e de posicionamento mercadológico no contexto do entretenimento multimidiático, onde as fronteiras entre entretenimento e política não são tão facilmente observáveis ou já sequer existem. Tal uso faz das artistas "exemplares vivos" do discurso neoliberal, as reificando como instrumentos de manutenção de um sistema sedimentado em desigualdades, e cujas dissidências de classe, gênero, raça e sexualidade podem ser superadas a partir do esforço e do eficaz empreendedorismo dos talentos individuais, reforçando as lógicas meritocráticas e de representatividade recorrentes no discurso do capitalismo contemporâneo. O trabalho está sendo desenvolvido com base, primordialmente, no pensamento de autores como Michel Foucault, Gilles Lipovetsky, Borys Groys, Asad Haider, Michael Hardt, Paulo Raposo, Leandro Colling e Eugenio Bucci.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Como Citar

ATIVISMO, ARTIVISMO E O JOGO DA SOBREVIVÊNCIA NEOLIBERAL. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1907. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89047