DIONISO, DEUS VIAJOR, CHEGA ATÉ NÓS

Autores

  • Revia Maria Lima Herculano
  • Ana Maria Cesar Pompeu

Resumo

DIONISO, DEUS VIAJOR, CHEGA ATÉ NÓS Este trabalho tem como finalidade tratar questões, símbolos e referências da mítica dionisíaca em relação ao “desassossego” natural deste deus grego. Abordaremos, como primeira demanda, Dioniso unidade, viajando, atravessando continentes, carregando facetas múltiplas e contraditórias tais como o fato de ser estrangeiro onde é nativo, ter natureza inamistosa, mas também reconciliadora, ser feminino tendo nascido masculino. É o nume da metamorfose, transforma-se conforme suas necessidades, sendo, assim, o deus das inúmeras máscaras. Tomamos como referência a tragédia As Bacantes de Eurípedes, do repertório grego clássico, obra que traz a marca da revolta do deus pela morte de sua mãe, aponta as características de viajante e levanta discussões concernentes ao gênero. Sentindo-se rejeitado, Dioniso chega a Tebas, desestabiliza emocionalmente o rei, destrói o seu reinado e faz eclodir uma fúria sexual do inconsciente de todas as mulheres da cidade, tornando o drama a um só tempo incongruente e fascinante. Constatamos, também, as reverberações da rebeldia dionisíaca no desembocar da atualidade, sua indefinição, o que Nietzsche chama de “as angústias e os horrores da existência”, a fluidez da travessia deste deus pelos séculos. Como apoio, recorremos à psicanálise, ciência que assinala traços das novas configurações sexuais, referências e símbolos.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Como Citar

DIONISO, DEUS VIAJOR, CHEGA ATÉ NÓS. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2011. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89153