O FEMININO ENQUANTO SIGNO NO IMAGINÁRIO DA CULTURA: RESSIGNIFICAÇÕES NOS FILMES VIDA DE MENINA E QUE HORAS ELA VOLTA?
Resumo
Este artigo procura investigar e apresentar incidências de ressignificações do feminino como signo da cultura em criações de imaginários forjados sob óticas de sujeitos femininos, ou imaginários do Cinema brasileiro de mulheres, como também tem sido denominado na pesquisa. Para tanto, procede-se a partir da metodologia de análise fílmica interpretativa (VANOYE; GOLIOT-LÉTÉ, 1992) dos filmes Vida de menina (2003), de Helena Solberg e Que horas ela volta? (2015), de Anna Muylaert, pré-selecionadas no recorte de propostas cinematográficas que apresentam ressignificações em suas composições narrativas, especificamente nos imaginários que constroem suas personagens principais. Desse modo, observa-se que essas possibilidades de ressignificações do feminino enquanto signo, verificadas nas obras analisadas, colaboram para a elaboração de repertórios subjetivos acerca dos significados do feminino na cultura. Ou seja, ao promover em suas estruturas narrativas representações de femininos que não correspondem ao modelo histórico ou hegemônico, essas obras inserem na cultura, por meio da linguagem cinematográfica, outros modos de assimilar como existir ou representar a mulher. O que permite concluir, como resultado principal da investigação aqui resumida, que é possível desconstruir/reconstruir e/ou reconstituir o feminino como signo no imaginário da cultura e dessa forma interferir nas construções de experiências para os sujeitos femininos nos planos sócio-histórico e cultural. Entendendo a cultura e as linguagens artísticas como zonas de mediações entre o espaço social e os sujeitos e, portanto, locais de partilhamentos das formas hegemônicas, mas também de modelos não hegemônicos de significações que forjam outras experiências com o mundo e os significados que lhe confere sentidos. Prestamos aqui nosso agradecimento à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão financiador desta pesquisa.Publicado
2022-01-01
Edição
Seção
XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação
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Como Citar
O FEMININO ENQUANTO SIGNO NO IMAGINÁRIO DA CULTURA: RESSIGNIFICAÇÕES NOS FILMES VIDA DE MENINA E QUE HORAS ELA VOLTA?. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2189. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89472