O MINIMUSEU FIRMEZA E O LUGAR POLÍTICO DA ARTE
Resumo
Ao analisarmos a história das artes plásticas, no Ceará, principalmente nas décadas de 1950 a 1970, através da leitura de jornais, livros e catálogos de exposições, percebemos a importância dos artistas estarem agregados em torno de uma entidade e, terem objetivos em comum. Quando a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) é fundada em 1944, os artistas dispunham de um ateliê coletivo e os artistas mais experientes ensinavam os novatos, havia crítica de arte coletiva. O artista Nilo de Brito Firmeza (Estrigas) participa desse momento de efervescência, ocupando vários cargos na SCAP, entre eles a presidência. Com o fim da sociedade, em 1958, os artistas perdem esse referencial e espaço. Em 1969, Estrigas e a esposa Nice, também artista plástica, fundam no sítio onde moravam o Minimuseu Firmeza, uma casa-museu, a partir da colaboração dos artistas que doaram, trocaram ou venderam obras. No novo espaço, que eles já frequentavam antes de ser museu, além da exposição de obras do erudito ao popular, eles participam ativamente do ateliê coletivo, formam rodas de conversa. Estrigas inicia, na década de 1950, trabalhos de memória, atuando na imprensa e publicando livros e, com a criação do Minimuseu potencializa essas ações, disponibilizando ao público uma biblioteca e um centro de documentação, fortalecendo assim seu projeto de defesa de uma história da arte no Ceará, dentro de uma discussão geopolítica nos mundos da arte. A presente pesquisa é um trecho da dissertação de mestrado, em andamento e, está vinculada ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Patrimônio e Memória (GEPPM/UFC/CNPq) sendo realizada com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES).Publicado
2022-01-01
Edição
Seção
XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação
Licença
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Como Citar
O MINIMUSEU FIRMEZA E O LUGAR POLÍTICO DA ARTE. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2199. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89482