OS TOQUES DE CANDOMBLÉ COMO FERRAMENTAS DE TRANSMISSÃO DE SABERES HISTÓRICOS, CAMINHOS E POSSIBILIDADES.
Resumo
Refletindo acerca das questões que envolvem o Ensino de História, proponho debater neste trabalho os caminhos possíveis para uma abordagem deste campo da produção historiográfica desde as epistemologias de terreiro. Chamo de epistemologias de terreiro, neste trabalho, os saberes e fazeres circulados nestas comunidades e que envolvem cânticos, danças, culinárias, corporeidades diversas e a música percussiva, foco principal de minha abordagem. Proponho uma reflexão que atente para a importância dos toques ritualísticos percutidos nos tambores, no contexto afro-religioso, para a manutenção das tradições pertinentes tanto a um terreiro específico como para as comunidades de terreiro em geral. Assim, compreendendo que os toque ritualísticos carregam em si um conjunto de conhecimentos históricos e filosóficos do povo negro em diáspora, meu intuito e buscar caminhos para, junto a estudantes da educação básica, problematizar a noção de “contribuição, que traz os Povos Negros do Brasil como coadjuvantes na história do país, substituindo-a pela ideia de construção de história coletiva, atentando para os pontos de convergência entre a Historiografia Oficial, praticada nos currículos, e os silêncios impostos por ela as comunidades de terreiro. Articulo nesse debate a produção intelectual dos próprios terreiros, através dos toques e cânticos, com a produção intelectual acadêmica da História, da Filosofia e da Pedagogia.Publicado
2022-01-01
Edição
Seção
XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação
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Como Citar
OS TOQUES DE CANDOMBLÉ COMO FERRAMENTAS DE TRANSMISSÃO DE SABERES HISTÓRICOS, CAMINHOS E POSSIBILIDADES. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2228. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89511