PREVALÊNCIA DO AUTORRELATO DE VIOLÊNCIA POR AGRESSOR CONHECIDO NO NORDESTE BRASILEIRO

Authors

  • Francisco Wesley de Souza Cavalcante
  • Kaytianne Jennifer da Costa Câmara
  • Tamires Feitosa de Lima
  • Kelvia Maria Oliveira Borges
  • Rosa Maria Salani Mota
  • Raimunda Hermelinda Maia Macena

Abstract

Introdução: A abordagem da violência pela saúde pública deve caracterizar-se por sua ênfase em prevenção, tendo como pressuposto básico que o comportamento violento e suas consequências podem ser prevenidos e evitados. Contudo, nem sempre os dados sobre a extensão, características, consequências e os fatores associados à violência não são amplamente analisados e divulgados. Objetivo: Descrever a prevalência, caracterizar a violência física sofrida (VFS), descrever as alterações nas atividades de vida diária (AVD), sequelas e incapacidades bem como fatores associados ao autorrelato de violência sofrida por agressor conhecido na população adulta do nordeste brasileiro. Métodos: Estudo seccional utilizando dados da PNS 2013. Foram analisadas 19.160 entrevistas domiciliares e 18.305 individuais oriundo de banco de domínio público. Analise através do SPSS® 20®, no módulo survey analisys. O desfecho foi gerado através das questões: “Nos últimos 12 meses, o(a) sr(a) sofreu alguma violência ou agressão de pessoa desconhecida (como bandido, policial, assaltante etc.)? e/ou Nos últimos 12 meses, o(a) sr(a) sofreu alguma violência ou agressão de pessoa conhecida (como pai, mãe, filho(a), cônjuge, parceiro(a), namorado(a), amigo(a), vizinho(a))?” Resultados: No Nordeste, 50,6% relataram ter VFS por agressor conhecido e 53,9%, por desconhecido respectivamente. Para conhecidos, Rio Grande do Norte (60,7%), Piauí (59,8%) e Pernambuco (56,0%) se destacam Fatores associados ao autorrelato de VFS por conhecido estão relacionados a residência como local de ocorrência (50,5%), parentes, amigos (31,0%) como agressores na forma psicológica (47,6%) e física (42,5%). Há alterações nas AVD e incapacidades com 20,6% relatando lesão corporal, 16,8% necessitando de assistência e 26,9% com sequelas. Conclusão: A violência por conhecidos caracteriza-se como doméstica. A procura por assistência pelas vítimas foi baixo comparado a prevalência da VFS autorrelatada. Agradecimento: Apoio da FUNCAP

Published

2019-01-01

Issue

Section

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

How to Cite

PREVALÊNCIA DO AUTORRELATO DE VIOLÊNCIA POR AGRESSOR CONHECIDO NO NORDESTE BRASILEIRO. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1894. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59653