CURTA-METRAGEM BRASILEIRO E HISTORIOGRAFIA AUDIOVISUAL: DIÁLOGOS ENTRE GLAUBER ROCHA E DI CAVANCANTI
Resumen
Para pensar a produção cinematográfica brasileira é preciso um esforço abrangente de observação e documentação que reconheça o audiovisual como um campo artístico complexo que abarca modos variados de realização, distribuição, exibição e preservação de seus produtos. Este trabalho tem o objetivo de revisitar questões históricas que dizem respeito à produção de curtas-metragens na cinematografia brasileira, defendendo-os como produtos audiovisuais essenciais para a compreensão da trajetória do cinema nacional de forma ampla, que não deve partir apenas dos cânones. Outrora vistos como um “formato de iniciação”, ou seja, um espaço para experimentar antes de realizar um longa-metragem – hoje mais do que nunca uma metragem respeitada sobretudo pelas dinâmicas de mercado e que, de alguma forma, ainda sufoca a existência dos curtas contemporâneos – consideramos que os curtas sempre elaboraram as suas próprias histórias e narrativas que devem ser lembradas como documentos históricos audiovisuais e inseridas em leituras e pesquisas. A partir do conceito de historiografia audiovisual, que se apropria dos próprios filmes para ler e compreender a história do cinema nacional, propomos uma análise de Di-Glauber (1977), de Glauber Rocha, para repensá-lo como uma obra que, ao discorrer sobre a vida e a morte do pintor Di Cavalcanti, também fala sobre a recolocação do cineasta pós-Cinema Novo.Publicado
2022-01-01
Número
Sección
XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação
Licencia
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Cómo citar
CURTA-METRAGEM BRASILEIRO E HISTORIOGRAFIA AUDIOVISUAL: DIÁLOGOS ENTRE GLAUBER ROCHA E DI CAVANCANTI. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1983. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89124