EU SOU A MINHA ARTE - DUALIDADE E MORAL EM CASSANDRA RIOS (1977-1987)

Autores/as

  • Amanda Shelle Paula Rodrigues
  • Claudia Freitas de Oliveira

Resumen

Cassandra Rios, pseudônimo de Odete Ríos, foi a escritora de romances eróticos lésbicos que mais vendeu livros no Brasil e também a mais censurada. O número de vendagem foi ultrapassado apenas por Paulo Coelho na década de 90. Sua obra data de 1948 - 1980, entretanto a escrita de si da autora começa na década de 1970 quando ela escreve sua primeira autobiografia "Censura." Nesse período, Cassandra tem muitos livros censurados - cerca de 36- e também bate o número de 1.000.000 de livros vendidos. Desde sua primeira aparição, na década de 1960, sua imagem é atrelada a palavra censura. Todavia, a forma como a autora representa sua persona literária nos fala muito sobre como eram entendidas as relações de gênero no período da Ditadura Militar (1964-1985), mais especificamente no período de "abertura democrática" onde emergiram muitos movimentos, dentre eles, o lésbico Feminista (GALF) e o Grupo Somos de afirmação homossexual. Em entrevistas e na sua autobiografia, a autora dava respostas a esses movimentos, bem como à Censura vigente, apresentando uma defesa de uma certa moralidade escrita nas histórias em consonância com o regime. Cassandra se escreveu como uma pessoa dual, separando-se da pessoa Odete no período de 1977 - 1987. Dualidade que se perdeu em sua última autobiografia: Mezzamaro, Flores e Cassis, produzida em 2001. O objetivo desse trabalho é investigar como a escrita de si da autora Cassandra Rios se relacionou com os discursos sobre moral produzidos pelos movimentos feminista, guei e pela censura da época.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Cómo citar

EU SOU A MINHA ARTE - DUALIDADE E MORAL EM CASSANDRA RIOS (1977-1987). (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2053. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89332