ESTUDO DE DNA POLIMERASES COM ATIVIDADE TRANSLESÃO EM PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME MIELODISPLÁSICA

Autores/as

  • Joao Victor Alves Cordeiro
  • Roberta Taiane Germano de Oliveira
  • Mayara Magna de Lima Melo
  • Lara de Holanda Jucá Silveira
  • Luiz Gustavo Almeida de Carvalho
  • Ronald Feitosa Pinheiro

Resumen

A Síndrome Mielodisplásica (SMD) se caracteriza por ser uma doença hematopoiética e heterogênea, manifestando variações clínicas e patológicas devido a ineficiente diferenciação celular. Essa ineficiência ocasiona citopenias periféricas e displasias. Cerca de 1/3 dos casos desses pacientes podem passar por um processo de evolução para a leucemia mieloide aguda. A patogênese da doença envolve lesões ao DNA e instabilidade genômica das células tronco hematopoiéticas causados por moléculas reativas endogenamente produzidas, primariamente via respiração mitocondrial, ou por agentes exógenos/ambientais, físicos, químicos e biológicos. A célula dispõe de uma maquinaria de reparo do DNA com mecanismos que atuam para reparar lesões de fita simples e lesões de fita dupla. No entanto, surgem situações em que as lesões no DNA não podem ser reparadas e as células são forçadas a tolerar esses danos. Neste momento são recrutadas DNA polimerases especializadas na tolerância a danos denominadas DNA polimerases com atividade de translesão (TLS). Estas enzimas conseguem corrigir o DNA lesionado, porém, neste processo, podem gerar mutações pontuais e instabilidade genômica. Alguns pesquisadores têm demonstrado alterações de expressão e mutações nas DNA polimerases com atividade TLS em algumas neoplasias. O objetivo deste estudo foi avaliar a expressão gênica das enzimas DNA polimerases com atividade TLS (POLH, POLK, POLL, REV3L, POLN, POLQ, POLI, REV1 e PCNA) em pacientes portadores de SMD, associando os achados com alterações cromossômicas, variáveis clínico-laboratoriais e à sobrevida dos pacientes, buscando novos biomarcadores e/ou possíveis alvos terapêuticos para a SMD. Foram avaliados 86 pacientes com SMD diagnosticados em hospital terciário de referência e 06 voluntários saudáveis como controles. Este estudo foi apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq) e pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Publicado

2019-01-01

Número

Sección

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Cómo citar

ESTUDO DE DNA POLIMERASES COM ATIVIDADE TRANSLESÃO EM PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME MIELODISPLÁSICA. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1426. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59300