ESTUDO DE FATORES DE VIRULÊNCIA EM ESPÉCIES PERTENCENTES AO GÊNERO VIBRIO PRESENTES NA MICROBIOTA DE CORAIS NA COSTA DO CEARÁ

Autores/as

  • Janaina Pereira da Silva
  • Marcio Ivis Barboza Coutinho
  • Anna Luisa de Carvalho Brito
  • Fatima Cristiane Teles de Carvalho
  • Francisca Gleire Rodrigues de Menezes

Resumen

As comunidades de recifes de corais são ecossistemas de extrema relevância em termos de recursos biológicos, apresentando grande diversidade. Além de exercerem influência no balanço químico dos oceanos e no ciclo biológico do carbono, atuam também, como uma barreira contra o elevado hidrodinamismo. A espécie coralínea Siderastrea stellata é endêmica do Brasil sendo comumente encontrada desde o Maranhão até o Rio de Janeiro. Assim como as outras comunidades, essa espécie tem sofrido perdas significativas devido a ação combinada de fatores naturais e antropogênicos, como o aparecimento de doenças, que podem estar sendo acometidas por bactérias. As bactérias da família Vibrionaceae são patogênicos oportunistas e podem atuar na ruptura da saúde dos corais. Diversas condições podem induzir fatores de virulência relacionados a motilidade, degradação dos tecidos do hospedeiro, secreção de enzimas e resistência a antimicrobianos. Diante disso, o objetivo da pesquisa foi verificar as espécies de Vibrio, investigar os fatores de virulência e a diversidade de plasmídeos em comunidades de víbrio, presentes na microbiota em sistemas de corais na costa do Ceará. As amostras foram coletadas de forma destrutiva, oriundas do muco superficial da espécie branqueada e não branqueada, além disso, foi coletada água do mar nesses ecossistemas localizados na faixa litorânea de recifes de arenito entremarés, no litoral oeste do Ceará, em Fortaleza. Foi utilizado o meio seletivo TCBS para quantificação e isolamento das cepas, seguido pela técnica de coloração de Gram, para caracterização morfotintorial das colônias. Foi realizada a contagem padrão em placas sendo encontrados valores de 1,6x106 unidades formadoras de colônias (UFC)/cm2 no coral Branqueado, 1,14x107 UFC/cm2 no coral saudável, e valores estimados de 3,82x107 UFC/cm5 na água do mar. As colônias foram selecionadas e conduzidas para identificação e caracterização, por meio de provas genotípicas e fenotípicas.

Publicado

2019-01-01

Número

Sección

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Cómo citar

ESTUDO DE FATORES DE VIRULÊNCIA EM ESPÉCIES PERTENCENTES AO GÊNERO VIBRIO PRESENTES NA MICROBIOTA DE CORAIS NA COSTA DO CEARÁ. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1430. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59304