MOVIMENTAÇÕES INDÍGENAS NO CEARÁ NOS SÉCULOS XVII-XVIII
Resumen
Este trabalho está inserido num projeto maior - o Mapeamento histórico e etnográfico das populações indígenas no Ceará os séculos XVII e XVIII - do grupo de pesquisa Ceará Colonial: economia, memória e sociedade (CNPq, 2003). Fundamentado na perspectiva historiográfica que desde os anos de 1990 foi e está sendo responsável por um novo olhar para a história indígena no Brasil, o trabalho tem como objetivo identificar geograficamente os deslocamentos das populações indígenas no Ceará dos séculos XVII-XVIII, ocasionados pelas guerras de extermínio e a catequização compulsória vividas por esses povos no processo de construção e expansão da América portuguesa. Busca-se também apreender acordos, experiências de resistência e formas de guerra, numa perspectiva de guerras culturais. Para isso, a pesquisa analisa os Documentos relativos ao Mestre de Campo M. A. de Morais Navarro, da Coleção Studart, publicados por Guilherme Studart na Revista do Instituto do Ceará em 1917, com o subsídio de bibliografia especializada. Alguns resultados parciais do trabalho são a localização e a movimentação diaspórica de certos povos originários, bem como o entendimento dos diversos interesses dos grupos (indígenas e não-indígenas) que compõem a documentação. Compreende-se então a participação ativa destes povos nos processos de colonização, ocasionando uma quebra dos antigos paradigmas da historiografia tradicional, que tendia a colocar os povos autóctones do Brasil como pacíficos e passivos, dando uma posição hegemônica — que não condiz com a realidade quando fazemos uma análise crítica da documentação — aos conquistadores.Publicado
2019-01-01
Número
Sección
XXXVIII Encontro de Iniciação Científica
Licencia
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Cómo citar
MOVIMENTAÇÕES INDÍGENAS NO CEARÁ NOS SÉCULOS XVII-XVIII. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1700. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59459