UNIVERSIDADE E DEPENDÊNCIA: O DIAGNÓSTICO CRÍTICO DOS 1960.
Resumen
O trabalho aspira, preliminarmente, trazer um apanhado reflexivo sobre o cenário do ensino superior brasileiro (especialmente, a universidade pública) no período compreendido pela década de 1960. A metodologia empregada consiste no resgate bibliográfico de alguns estudos e reflexões "clássicos", realizados por intelectuais brasileiros que tomaram como enfoque principal os problemas da universidade, partindo do pressuposto de que a condição estrutural da economia brasileira no plano internacional, se configura pela "dependência" (DOS SANTOS, 2000, MARINI, 1969). Estabelecendo, nesse processo, além de contundentes críticas, também prognósticos e estratégias para superar os destacados empecilhos, tanto intrínsecos, quanto extrínsecos à estrutura propriamente universitária. Conclui-se, que o fio condutor da maioria das referidas análises passa pela questão do “subdesenvolvimento”, do nacional-desenvolvimentismo, em suma, da encruzilhada existente entre conservadorismo, reformismo e revolução. Identificando, via de regra, a universidade como instituição de reprodução da ordem burguesa-dependente, mas também, dada a situação de candentes contradições e conflitos sociais da época, enxergando-a, concretamente, como epicentro da mudança e da sociedade desenvolvida porvir. É bem esse o mote sintetizado por Darcy Ribeiro (1982), na indagação: “é possível que nações subdesenvolvidas criem universidades desenvolvidas?”.Publicado
2019-01-01
Número
Sección
XXXVIII Encontro de Iniciação Científica
Licencia
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Cómo citar
UNIVERSIDADE E DEPENDÊNCIA: O DIAGNÓSTICO CRÍTICO DOS 1960. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 2114. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59873