A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DE FILHOS DE FAMÍLIAS ASSENTADAS DO MST – CE NOS ANOS 1990: CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE

Autores/as

  • Iara Fernandes Teixeira
  • Karla Patricia Holanda Martins

Resumen

Os movimentos sociais e sindicais nascentes em meio à transição entre a ditadura militar e a redemocratização carregavam uma forte influência dos valores socialistas, mas também religiosos, sobretudo da chamada Teologia da Libertação (Menezes Neto, 2007; Nunes, 2014). Na tradição psicanalítica, entende-se que para adquirir o status de sujeito, sobreviver física e psiquicamente, o bebê humano precisa ser recebido e cuidado por um semelhante (Freud, 1985[1950]/1996). Essa função, comumente é relegada aos genitores e a parentes próximos destes últimos. Mediante essa reflexão, construí uma questão que poderá nos ajudar a compor a pesquisa: como o laço entre sujeito e comunidade incide sobre o funcionamento das famílias e suas formas de subjetivação? O centro do questionamento feito se refere à dimensão de alargamento das funções relegadas socialmente à família, em termos consanguíneos, a uma comunidade que passaria a se responsabilizar pelas crianças. A partir dessa questão, nosso objetivo geral é explicitar a participação de membros da comunidade no desenvolvimento emocional e na constituição dos laços de sociabilidade de filhos de militantes do MST-CE, nascidos na década de 1990. Objetivos específicos: contextualizar o MST-Ceará em sua história e estrutura; discutir as diferentes configurações familiares e seu papel socializador de acordo com a história social e a psicanálise; debater a importância dos laços comunitários no desenvolvimento emocional infantil a partir do conceito de Sobórnost, retomado na obra de Gilberto Safra; investigar como a participação de membros da comunidade se deu na criação dos filhos de militantes ativos nos anos 1990 a partir de suas narrativas de vida. Quanto à metodologia este estudo se utilizará de entrevistas não-estruturadas para compor os estudos de caso e de um diário de campo (Irribary, 2003). Até o momento, encontramos indícios de que as famílias brasileiras já se utilizam de uma rede de apoio na sua formação e estruturação.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Cómo citar

A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DE FILHOS DE FAMÍLIAS ASSENTADAS DO MST – CE NOS ANOS 1990: CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1821. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/86589