ÁGUA, TERRA E TRABALHO: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS DAS MONOCULTURAS DE EUCALIPTO NO MARANHÃO (1990-2018)

Autores/as

  • Francisco Rairan dos Santos Vilanova
  • EurÍpedes AntÔnio Funes

Resumen

O objetivo deste trabalho é compreender de que forma os efeitos da indústria de celulose no Maranhão (1990-2018) têm promovido mudanças na lógica de ocupação da terra e aproveitamento dos recursos naturais em regiões ruralizadas e empobrecidas do Estado. O interesse pela pesquisa parte de um anseio pessoal em registrar, enquanto testemunha ocular, experiências de comunidades que se viram diante da chegada desse mundo fabril, geralmente associado à ideia de desenvolvimento e progresso. Além disso, a consolidação da presença do agronegócio no espaço que envolve grande parte do Cerrado maranhense, justifica também a preocupação com o avanço das monoculturas de eucalipto sobre a região. A metodologia envolve levantamento bibliográfico, catalogação de documentos e análise de registro oral. Para dar sustentação teórica e metodológica à construção desta pesquisa, utilizou-se dos escritos de autores e pesquisadores como Worster (1991), Thompson (1998), Rocha (2010) e Portelli (2010). Como resultado, é possível observar que a lógica do desenvolvimentismo ainda tem um poder de sedução muito forte, sobretudo em regiões com índices de pobreza elevado. Por outro lado, esse processo de industrialização não ocorre de forma pacífica, reflexo da mobilização popular em favor da garantia de uma melhor qualidade de vida. Nesse sentido, o equilíbrio entre promover o avanço econômico e garantir a conservação ambiental segue sendo o principal desafio do Estado.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Cómo citar

ÁGUA, TERRA E TRABALHO: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS DAS MONOCULTURAS DE EUCALIPTO NO MARANHÃO (1990-2018). (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1849. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/86618