SINISTRALIDADE DOS PLANOS DE SAÚDE

Autores/as

  • Davi Lucas de Holanda Lourenco
  • Victor Purcaru Freitas - 470729
  • Gabriel Ian de Oliveira Pereira - 473437
  • Carlos Germano Correia da Silva - 421520
  • Pedro Henrique Vasconcelos Cavalcante- 473217
  • Alane Siqueira Rocha

Resumen

A sinistralidade é a relação entre o custo (considerando despesas comerciais, despesas administrativas e despesas assistenciais) e a receita, valor pago pelos beneficiários e/ou contratantes à operadora. Esse poderoso indicador representa de forma objetiva a carteira da operadora, visto que possui a capacidade de determinar a lucratividade da carteira. Analisando a sinistralidade no cenário brasileiro, no período de 2011 a 2021 observou-se um aumento de cerca de 5,41%. Esse aumento pode ser explicado principalmente pelo período pandêmico da Covid-19, dado que houve uma maior procura de planos de saúde pela população. Destaca-se, ainda para esse período de pandemia, a maior utilização de planos por pessoas com idades mais avançadas que elevam as despesas, visto que essas possuem maior probabilidade de contrair doenças com custos assistenciais maiores. Ademais, no contexto pós-pandemia, é observado que há uma aumento da utilização para doenças não-COVID, reflexo de um menor foco ao uso emergencial para casos de COVID a partir de meados de 2021, com o avanço da vacinação e a consequente conversão de leitos COVID para casos gerais. As modalidades das operadoras com as maiores sinistralidades no Brasil, para o período analisado, foram Autogestão e Filantropia, com 99,92% e 99,11%, respectivamente. O principal motivo para a maior sinistralidade desses planos é que ambos não possuem fins lucrativos. Concluindo assim que a sinistralidade é um importante recurso que pode ser utilizado para a análise da área da saúde.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XXXI Encontro de Extensão

Cómo citar

SINISTRALIDADE DOS PLANOS DE SAÚDE. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(16), 3176. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/87439