EFEITOS DA REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR NA QUALIDADE DE VIDA, CAPACIDADE FUNCIONAL E FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Autores/as

  • Cristiany Azevedo Martins
  • Gyslane Felix Sousa
  • Marilia Isabelle de Lima Mota
  • Iasmin Cavalcante Araújo Fontes
  • Daniela Gardano Bucharles Montalverne

Resumen

Introdução: A Reabilitação Cardiovascular (RCV) está baseada em exercícios físicos com objetivo de melhorar aptidão física com a combinação de diferentes modalidades de treinamento. Objetivos: Avaliar o efeito na capacidade funcional, qualidade de vida e força muscular periférica em indivíduos portadores de IC. Metodologia: Estudo observacional, prospectivo, realizado no período de julho 2020-julho 2022 em um hospital público na cidade de Fortaleza. Foram incluídos pacientes com IC, independente da etiologia, com idade > 18 anos, que não tinham participado de nenhum programa de RCV nos últimos 2 anos, sem histórico de internação nas últimas 2 semanas, e com ausência de contraindicações para realizar protocolo, sendo excluídos aqueles que realizaram menos de 50% do programa. Os participantes realizaram uma avaliação inicial e a uma reavaliação após o 16º atendimento. Foram avaliados qualidade de vida, capacidade funcional e força muscular periférica, avaliados pelo Minnesota, Teste da Caminhada de 6 Minutos , DASI e Teste de Preensão Palmar. Foram realizados exercícios aeróbicos + força muscular seguindo protocolo já publicado na literatura. Resultados: Foram avaliados 14 pacientes, sendo 7 do sexo masculino e 7 do sexo feminino, com média de idade de 60,14+-10,7 anos. Na qualidade de vida foi observado uma melhora de 46,6%, 22,3 +- 22,6 pontos para 11,9 +- 20,3 pontos (p=0,350). Na capacidade funcional foi observado uma melhora na distância percorrida de 10,6% passando de 370,7+-63,3 metros para 409,9+-94,6 metros (p=0,041) e uma melhora no DASI de 14,1% passando de 34,1+-15,8 METs para 39,7+-14,1 METs (p=0,129). Na força muscular do membro dominante foi observado uma melhora de 18,8%, passando 20,8+-9,2 kgf para 24,7+-8,4 kgf (p=0,007). Concluímos que o protocolo foi eficaz mesmo que não tenha ocorrido uma mudança estatística, houve uma melhora clínica na pontuação da QV e na distância do TC6. Agradeço a CAPES pelo fomento empregado para engrandecimento científico.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Cómo citar

EFEITOS DA REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR NA QUALIDADE DE VIDA, CAPACIDADE FUNCIONAL E FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2033. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89175