TRATAMENTO DE PESTICIDA EM MEIO AQUOSO ATRAVÉS DE FUNGOS CONSORCIADOS

Autores/as

  • Alyne Vasconcelos Cavalcante
  • Kelly de AraÚjo Rodrigues Pessoa

Resumen

O uso de pesticidas tem causado muito prejuízo aos ecossistemas aquáticos devido ao seu potencial de bioacumulação. Assim sendo, este trabalho teve como objetivo avaliar a degradação do herbicida paraquat em meio aquoso utilizando-se as espécies fúngicas Aspergillus niger AN 400, Phanerochaete chrysosporium, Trametes versicolor e Pleurotus sp. em reatores de bancada com biomassa dispersa. Avaliou-se a tolerância das quatro espécies fúngicas através de testes de toxicidade em placas de Petri com seis diferentes concentrações do pesticida (10, 20, 30, 40, 50 e 60 mg.L-1), assim como a confecção de reatores para o consórcio mais promissor. Os parâmetros monitorados foram concentração de paraquat, pH, temperatura e demanda química de oxigênio. Na etapa de teste de tolerância foram monitoradas 140 placas nos intervalos de 12, 24, 36, 48, 60, 72, 84, 96, 120, 144 e 168 horas, com cálculo das taxas de crescimento (cm2/h). Para as cepas isoladas, observou-se crescimento de A. niger AN 400 em todas as concentrações de paraquat, seguido por Phanerochaete chrysosporium, sendo Trametes versicolor e Pleurotus sp. os que menos se desenvolveram. Para consórcio foram escolhidos A. niger AN 400 e Phanerochaete chrysosporium na concentração de 50 mg L-1 de pesticida em reator com biomassa dispersa. Os resultados apontaram para uma viabilidade de degradação de pesticida, com remoção de 18,9% conferida por A. niger; 23% para P.chrysosporium e 22% para seu consórcio. Em relação à DQO foi registrada uma concentração de 230,13 mg.L-1 na caracterização do meio sintético, e ao longo dos três dias a maior redução ocorreu no reator com P. chrysosporium nas primeiras 24 horas, com remoção de 46%. Para A. niger, a melhor remoção foi de 30,7 % e em consórcio foram encontradas as menores remoções. Em relação ao pH foi observado um valor médio de 6,2 nos controles, 5,5 para A. niger, média de 6,2 para P. chrysosporium e para o consórcio média de 6,4.

Publicado

2022-01-01

Número

Sección

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Cómo citar

TRATAMENTO DE PESTICIDA EM MEIO AQUOSO ATRAVÉS DE FUNGOS CONSORCIADOS. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2353. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89638