INFLUÊNCIA DO ESTRESSE HÍDRICO SOBRE A FISIOLOGIA DA PIMENTA DE CHEIRO (CAPSICUM CHINENSE) CULTIVADA NO SEMIÁRIDO CEARENSE.

Autores

  • Jonas Queiroz Rodrigues
  • Valsergio Barros da Silva
  • Alysson Atila Alves Oliveira
  • Alexsandro Oliveira da Silva

Resumo

As pimentas do gênero Capsicum são uma das olerícolas mais comercializadas no mundo e muito difundida na agricultura familiar do semiárido Brasileiro. A cultura é sensível ao excesso e ao déficit hídrico, e considerando o baixo índice pluviométrico dessas regiões e sua má distribuição ao longo da estação chuvosa, objetivou-se avaliar o efeito da irrigação com déficit (DI) e irrigação com secamento parcial do sistema radicular (PDR) sobre as variáveis de trocas gasosas (taxa fotossintética líquida, condutância estomática, taxa de transpiração e eficiência instantânea do uso da água) da cultura da pimenta de cheiro. O estudo foi realizado na Fazenda Experimental Vale do Curu (FEVC); Universidade Federal do Ceará (UFC) - Pentecoste, semiárido cearense, no período de julho de 2018 a agosto de 2019 com pimenta de cheiro (Capsicum chinense). Utilizou-se irrigação por gotejamento, e os tratamentos usados foram: irrigação total (IT), 100% da ETc; irrigação com déficit, DI40 e DI70, 40% e 70% da ETc, respectivamente; e secamento parcial do sistema radicular PRD40 e PRD70, 40 e 70% da ETc, respectivamente. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com parcelas subdivididas, com quatro repetições. Os resultados observados da taxa fotossintética líquida refletem o efeito positivo da utilização da cobertura do solo com bagana de carnaúba. O maior valor de condutância estomática foi de 0,37gs-mol m³s¹ para DI 70%. Os dados de condutância estomática confirmam a suposição de que a cobertura de solo com bagana foi mais eficiente na manutenção da umidade. A eficiência no uso da água foi superior quando as plantas estavam sob irrigação parcial da zona radicular cerca de 30%. Diante do convívio com o semiárido a irrigação parcial da zona radicular e o uso de cobertura de solo mostrou-se promissora, indicando que é possível produzir com um volume hídrico menor e utilizando a agua com maior eficiência. Agradecimento ao CNPQ.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

INFLUÊNCIA DO ESTRESSE HÍDRICO SOBRE A FISIOLOGIA DA PIMENTA DE CHEIRO (CAPSICUM CHINENSE) CULTIVADA NO SEMIÁRIDO CEARENSE. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 1592. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59349