VARIAÇÃO ESPACIAL DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA EM UMA ZONA COSTEIRA DO ATLÂNTICO SUL

Autores

  • Edmilson Ferreira de Souza Junior
  • Hortência de Sousa Barroso
  • Antonia Diana Alves Bezerra
  • Marcelo de Oliveira Soares
  • Tallita Cruz Lopes Tavares

Resumo

Os teores de clorofila são bons estimadores da biomassa fitoplanctônica em ambientes aquáticos. A clorofila a e outros pigmentos são essenciais para o processo de fotossíntese, sendo vitais para gerar informações sobre o potencial e eficiência da produtividade primária de comunidades aquáticas. Nesse trabalho, avaliou-se a variação espacial da biomassa fitoplanctônica através dos níveis de clorofila a, b e c. O estudo foi realizado em uma área costeira do Atlântico Sul, com pontos localizados dentro de uma unidade de conservação marinha rica em recifes de coral – o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio (PEMPRIM), pontos no entorno do Parque (Zona de Amortecimento) e um ponto próximo à costa. As amostras foram coletadas em julho de 2019 nas profundidades de superfície e meio da coluna d’água. No laboratório, as amostras foram filtradas e posteriormente os pigmentos foram extraídos com acetona 90% e analisados por espectrofotometria. Observou-se que os valores de clorofila a foram bastante heterogêneos dentro da área de estudo, com maiores concentrações observadas dentro do PEMPRIM (0,30 ± 0,09 µg/L) e menores na Zona de Amortecimento (0,23 ± 0,06 µg/L) e na área próxima ao continente (0,15 ± 0,03 µg/L). As concentrações de clorofila b e c foram muito baixas, contudo as maiores médias foram também registradas dentro do PEMPRIM. Apesar dos baixos valores de biomassa fitoplanctônica encontrados em todos os pontos evidenciarem a condição oligotrófica da região, as maiores biomassas fitoplanctônicas observadas dentro da área da Unidade de Conservação, uma zona rica em recifes, sugerem a conectividade entre fundo e coluna d’água. Considerando o fitoplâncton como a base das cadeias alimentares marinhas, essa concentração de biomassa dentro da área do PEMPRIM confirma o potencial da área para conservação.

Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica

Como Citar

VARIAÇÃO ESPACIAL DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA EM UMA ZONA COSTEIRA DO ATLÂNTICO SUL. (2019). Encontros Universitários Da UFC, 4(2), 2157. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/59916