ENTRE A MEDICALIZAÇÃO E A COMPREENSÃO PSICOPATOLÓGICA

Autores

  • Luiza Cunha Ribeiro
  • Paulo Coelho Castelo Branco
  • John Kepler Aguiar Martins
  • Jurema Barros Dantas

Resumo

Durante a experiência como monitora da disciplina de Psicopatologia, foi possível revisitar temas sob uma lente mais madura da ética humanista e traçar conexões com a discussão da medicalização. Este fenômeno contemporâneo, de natureza social e complexa, torna de competência médica e caráter patológico elementos da vida humana que não dizem respeito a tais esferas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é articular as relações entre a psicopatologia enquanto recurso conceitual necessário para a prática terapêutica e o fenômeno da medicalização, que se estabelece como redução, enquadramento e regulação da experiência humana, intrinsecamente plural e subjetiva. Para tanto, são utilizados textos de referência estudados na própria disciplina, bem como literatura que discute a medicalização nesse enfoque, analisando os posicionamentos já produzidos e estabelecendo diálogos entre eles. Diante disso, é possível observar pensamentos diversos sobre o tema, seja questionando o uso que se faz das categorias psiquiátricas, criticando o próprio sistema de catalogação do DSM e CID-10, trazendo reflexões sobre a necessidade de referenciais teóricos ou mesmo de identificação para os sujeitos, ou até defendendo a importância do saber médico e da psicopatologia. Portanto, tal diversidade leva à conclusão de que esta discussão não se trata de se prender à racionalidade de aspectos mensuráveis nem de permanecer na redoma de aspectos unicamente subjetivos, mas de buscar um equilíbrio pautado na ética e no compromisso com o sujeito que, num ato de confiança, busca seu serviço e sua ajuda.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XXXI Encontro de Iniciação à Docência

Como Citar

ENTRE A MEDICALIZAÇÃO E A COMPREENSÃO PSICOPATOLÓGICA. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(17), 3601. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/87873