AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO BACTERICIDA MÍNIMA DA PAROXETINA FRENTE A CEPAS DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTES À METICILINA

Autores

  • Vitoria Pessoa de Farias Cabral
  • Daniel Sampaio Rodrigues
  • Amanda Dias Barbosa
  • Lara Elloyse Almeida Moreira
  • Lívia Gurgel do Amaral Valente Sá
  • Helio Vitoriano Nobre Junior

Resumo

Staphylococcus aureus é um patógeno de grande importância devido à sua capacidade de gerar diversos tipos de infecções e de se adaptar a variadas condições ambientais. Clinicamente, um relevante problema associado ao S. aureus está relacionado à aquisição de resistência contra antibióticos, complicando o tratamento. Assim, uma estratégia que tem sido utilizada para a descoberta de antimicrobianos é o reposicionamento de fármacos. A paroxetina, inibidor seletivo de recaptação da serotonina, é alvo de pesquisa em relação a sua atividade antibacteriana. Nesse sentido, o estudo teve por finalidade avaliar a Concentração Bactericida Mínima (CBM) da paroxetina frente a 13 cepas de S. aureus resistentes à meticilina (SARM). A metodologia foi realizada de acordo com Andrade Neto et al. (2019), em que a partir da Concentração Inibitória Mínima (CIM) da paroxetina, determinada de acordo com o documento M07-A10 do CLSI (2015), foram retiradas alíquotas das suspensões em que foi verificada ausência visual de crescimento microbiano para inoculação em ágar Brain Heart Infusion (BHI), sendo posteriormente realizada incubação a 37 graus Celsius por 24 horas. A menor concentração em que foi constatada ausência de crescimento em ágar BHI foi considerada a CBM. O nível de tolerância foi estabelecido a partir da relação CBM/CIM e a interpretação segundo Das et al. (2016). A paroxetina exibiu CBM na faixa de 64 a 256 µg/mL, com nível de tolerância variando entre 1 a 4, caracterizando-a em bactericida frente SARM. Em conclusão, a paroxetina se apresenta como potencial alternativa para infecções causadas por SARM em tratamentos que requeiram antibacteriano de ação bactericida. Mais estudos podem ser realizados a fim de elucidar as possibilidades de aplicação da paroxetina. Agradecimentos: UFC/CAPES.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Como Citar

AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO BACTERICIDA MÍNIMA DA PAROXETINA FRENTE A CEPAS DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTES À METICILINA. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1914. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89054