PRESENÇA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTES À METICILINA EM AMOSTRAS DE HEMOCULTURA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 - UM ESTUDO COMPARATIVO

Autores

  • Rejane Moraes FalcÃo
  • Rebeca Souza Ventura Maranhão
  • Pedro Nonato da Silva Junior
  • Ana Julia Batista Pereira
  • Bruna Ribeiro Duque
  • Tiago Lima Sampaio

Resumo

A COVID-19 pode causar quadros infecciosos graves, sendo associada à necessidade de internação hospitalar. Durante o tratamento, vários antibióticos podem ser utilizados para combater infecções bacterianas, que se desenvolvem concomitante à COVID-19, selecionando cepas resistentes a antibióticos, destacando-se o Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA), um importante causador de infecção de corrente sanguínea. O objetivo deste estudo é avaliar a prevalência de hemoculturas MRSA positivas durante a pandemia da COVID-19.O presente trabalho descritivo retrospectivo documental, utilizando como base os resultados da identificação microbiana e de testes de susceptibilidade aos antimicrobianos em amostras de hemocultura de um hospital referência em traumas no município de Fortaleza/CE, no período entre a 1ª e 2ª ondas de COVID-19 que ocorreu entre os meses de março e setembro de 2020 e outubro de 2020 a julho de 2021. Foram coletadas 13725 hemoculturas, sendo 73 isolados (0,53%) identificados como S. aureus. Desses, 47,9% (35), foram MRSA. Estratificando de maio a julho de 2020, foram solicitadas 54 amostras, com nenhum S. aureus detectado. Nos 2 meses finais da 1ª onda (agosto e setembro de 2020), tanto aumentou o número de hemoculturas (912), como a presença da bactéria (9 casos), inclusive com detecção de MRSA (2 casos). No início da 2ª onda de COVID 19 (outubro de 2020 a fevereiro de 2021) foram coletadas 3869 hemoculturas com positividade de 24 isolados para o microrganismo, sendo 33,3% destas bactérias MRSA. Na segunda metade deste período (março a julho de 2021), foram coletadas 5468 hemoculturas com positividade para S. aureus 0,31% (17 isolados), onde houve detecção de MRSA em 11 desses isolados. Portanto, o estudo revelou o aumento do número de isolados de S. aureus e de MRSA que pode ser devido ao uso indiscriminado de antimicrobianos, aumentando a resistência de bactérias a nível hospitalar.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação

Como Citar

PRESENÇA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTES À METICILINA EM AMOSTRAS DE HEMOCULTURA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 - UM ESTUDO COMPARATIVO. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 2284. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89568